NOTÍCIAS - Notícias selecionadas pela Equipe do Portal Dekassegui.com
Consulado Geral do Japão
Como é de conhecimento dos senhores, desde o ano passado, as famílias principalmente, de São Paulo que têm parentes trabalhando no Japão estão sendo vítimas de estelionatários. Normalmente, o estelionatário tem ligado para a residência da família no Brasil dizendo: -"A pessoa da família que se encontra no Japão (diz o nome da pessoa), causou um acidente de trânsito. Para resolver a questão do acidente necessita de dinheiro, e que ele tomaria as providências para a liquidação e assim gostaria de receber o valor em dinheiro". Mentindo dessa forma, ele as engana e às vezes ele diz ser funcionário do Consulado Geral do Japão em São Paulo. Desde o ano passado, este consulado tem tomado providências para evitar os delitos dessa natureza, mas mesmo assim têm ocorrido casos ao redor na cidade de São Paulo. Assim, gostaríamos que alertassem os clientes nikkeis de todos os Bancos do Estado de São Paulo. Avisando todos os bancos e seus funcionários sobre esse caso e alertar os familiares desses nikkeis quando forem sacar uma soma alta em dinheiro, e se possível, afixar um aviso (anexo) perto dos guichês, e orientar os familiares para que, na dúvida, contate pelo telefone 11-287-0100 ( com o Setor de Segurança) para quaisquer esclarecimento que fizerem necessários. Fonte: Consulado do Japão - São Paulo
Londrinense recebe condecoração das mãos do imperador do Japão
"Foi uma emoção grande poder receber a homenagem do imperador do Japão. Nunca imaginei em minha vida que isso um dia pudesse acontecer", contou Masasuke Mashima que no dia 10 de novembro esteve no Palácio Imperial, em Toquio, onde recebeu a condecoração Kyokujitsutankosho das mãos do imperador Akihito. Além dele, também receberam mais 03 isseis que moram no Brasil e 01 que está nos Estados Unidos. A homenagem é dada aos japoneses que emigraram para outros países e que contribuíram para o progresso da comunidade nikkei do país que os acolheu. No dia 26 de novembro, Masasuke e sua esposa Eiko Mashima estiveram em Curitiba, no Consulado Geral do Japão, em visita ao cônsul geral, Koichi Aoyama, para contar sobre a viagem ao Japão e a emoção do recebimento da condecoração. "Com esta homanagem o governo japonês reconhece e valoriza a dedicação e o trabalho de Mashima para o desenvolvimento da comunidade nipo-brasileira", disse o cônsul Aoyama, HISTÓRIA Mashima nasceu na Província de Niigata, em 16/09/1932 e se formou em agronomia pela Universidade de Niigata em março/1958. Três meses depois, viajou para o Brasil onde prestou serviços na área de fruticultura em Mogi das Cruzes (SP). Em 1963 começou a trabalhar para a Cotia, em São Paulo, e em 1965 foi transferido para Londrina (PR). Como era especialista na área de fruticultura trabalhava com vários agricultores japoneses que plantavam uva. Na época a colheita da uva era possível apenas uma vez por ano e Mashima conseguiu desenvolver uma técnica que possibilitou fazer a colheita duas vezes ao ano. Casado com Eiko e pai de 04 filhos, Mashima mora em Londrina há 38 anos. Apenas um dos filhos seguiu seu caminho e se formou em agronomia, se especializou em fruticultura e desenvolveu uma variedade de uva sem semente. Depois que se aposentadou, Mashima se tornou presidente da Associação Brasileira de Ruralistas Nikkei para Fomento à Agricultura e membro do Conselho Consultivo da Aliança Cultural Brasil-Japão do Paraná. Quando esteve no Japão para receber a homenagem, os irmãos contaram que seu pai, todos os anos, no dia 02 de janeiro, ficava em frente ao Palácio Imperial para poder ver o imperador e chorava de emoção. "Se meu pai estivesse vivo com certeza ficaria muito feliz", conta emocionado ao explicar que o recebimento desta condecoração foi a realização de um sonho. Fonte: ABD
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EUA entregam à Receita US$ 40 mil apreendidos com brasileiro São Paulo - Quinta-feira, 23 de janeiro de 2003 - 23h33
O brasileiro que for apanhado desembarcando nos Estados Unidos com mais de US$ 10 mil terá o dinheiro apreendido, será investigado pela Receita Federal do Brasil e poderá sofrer pesada multa. Nesta quinta-feira, numa iniciativa inédita, o governo dos Estados Unidos entregou à Receita Federal, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, US$ 40 mil apreendidos em 7 de novembro com um brasileiro, no Aeroporto de Miami. O nome do brasileiro está com a Receita Federal. Ele seria um empresário paulista. A devolução faz parte do Acordo Alfandegário de Assistência Mútua, assinado em junho pela Receita e pelos Estados Unidos. Pelo acordo, os países concordam também em realizar investigações conjuntas sobre importação e exportação. "Embora já houvesse a cooperação, o acordo reconhece oficialmente a ajuda mútua", disse o cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Patrick Duddy. Ele entregou o dinheiro ao superintendente-adjunto da Receita para assuntos aduaneiros, José Paulo Balanguer. O cônsul disse que as autoridades brasileiras, quando souberam da apreensão, pediram que o dinheiro fosse repatriado o quanto antes para ser usado como prova de sua saída ilegal do Brasil. Os funcionários da alfândega sabem que dezenas de brasileiros deixam, todas as semanas, o País levando dólares. Há duas semanas, um gerente de bar foi apanhado em Fortaleza com US$ 400 mil. Ele alegou que iria para São Paulo, mas a Receita suspeita que viajaria para os Estados Unidos. O gerente e a empresa de turismo que seria a dona do dinheiro estão sendo investigados. O empresário paulista terá de explicar como conseguiu o dinheiro apreendido em Miami. Mesmo que justifique, a multa que a Receita aplicará será alta. "Nenhuma pessoa que chegar ou sair do Brasil pode portar em espécie valor superior a R$ 10 mil ou o equivalente à moeda estrangeira, sem declaração de porte de valores", disse o superintendente da Receita em São Paulo, Maurício Prado de Almeida. Luiz Monteiro, auditor da Receita, disse que antes do acordo o dinheiro apreendido com os brasileiros que chegavam aos Estados Unidos ficava naquele país e nada acontecia com os portadores. "Com o acordo, deveremos receber mais dinheiro", afirmou. Monteiro explicou que o alerta serve para os brasileiros que trabalham no Japão, os dekasseguis. "Eles ficam anos juntando dinheiro e se arriscam no desembarque trazendo tudo na bagagem de mão. É melhor usar o sistema bancário." Fonte: O Estadão
A Partir de hoje vigora o novo código civil brasileiro - Sábado, 11 de janeiro de 2003 - 01:20h
01:20 - A partir de hoje, a vida dos cerca de 169,8 milhões de brasileiros passa a ter uma série de novas regras. A entrada em vigor do novo Código Civil, conjunto de leis que rege a sociedade, traz mudanças importantes, como a possibilidade de o homem adquirir o direito de receber pensão alimentícia da ex-mulher. Outra transformação importante ocorre também no dia-a-dia dos condôminos. Apesar de significar um incontestável avanço na área jurídica do País, pois substitui um Código que foi aprovado em 1916, a nova lei também deixa de fora assuntos de relevância, como a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a regulamentação do comércio eletrônico - hoje um dos meios de compra e venda que mais crescem no mundo. Ao todo, o novo Código Civil terá 2.046 artigos, 257 a mais do que o anterior. Foram quase 27 anos sendo analisado pelo Congresso Nacional. Segundo o presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Orlando Maluf Haddad, 51 anos, a lei, mesmo não tendo contemplado plenamente a Constituição de 1988 e as legislações especiais, traz significativas mudanças para o conjunto nacional de leis. "O novo Código dá uma outra dimensão ao direito civil, pois defende a dignidade das pessoas, seja porque possui uma perspectiva social, seja porque assegura o interesse coletivo", afirma. Os pontos positivos e negativos do novo Código Civil também são apontados pelo advogado Faiçal Cais, 62, especialista em direito empresarial. Ele crê que foi um erro acabar com o Código antigo. Segundo Cais, boa parte das modificações trazidas pela legislação pode dificultar a interpretação feita pelos tribunais. "O Código antigo é um monumento da cultura jurídica brasileira. Ele é tão preciso e objetivo que não deixa margem para interpretações dúbias.. Acredito que a lei poderia ter sido atualizada sem prejuízos à manutenção da ordem", explica. A curto prazo, as pessoas deverão sentir o impacto das mudanças no que diz respeito ao direito de família, ao regime de bens e aos condomínios, segundo o advogado. "É preciso reconhecer que em alguns pontos o novo Código é moderno", avalia Cais. Família O direito de família é a área que mais muda com a entrada em vigor do novo Código. A partir de agora, o reconhecimento para a maioridade civil cai de 21 para 18 anos, enquanto a idade para a emancipação passa de 18 para 16 anos. Os filhos adotivos passarão a ter os mesmos direitos de herança que os naturais. Outra mudança é referente à separação dos pais. Agora, a mãe não terá a preferência para ficar com os filhos. O pai passa a gozar do mesmo status. Cabe ao juiz decidir pelo melhor destino para a criança. No casamento, a grande mudança é a possibilidade de os casais mudarem, a qualquer tempo, o regime de comunhão de bens. Para aqueles que vivem juntos e não são casados sob as vistas da lei, o novo Código reconhecerá a união estável como se fosse um casamento com comunhão parcial de bens. A medida vai facilitar, por exemplo, a partilha de herança no caso de morte de um dos cônjuges. O novo Código, além de colocar homens e mulheres no mesmo patamar, estabelecendo a divisão da sociedade conjugal igualmente entre os cônjuges, vai mais além. Se antes, no tocante à fiança, não era necessária a assinatura do marido ou da mulher para se fazer um empréstimo ou se tomar fiador de alguém, agora a nova lei estabelece que tais decisões só poderão ser feitas com o aval de ambos. "A partir de agora, haverá igualdade dentro do lar, com marido e mulher tomando decisões em conjunto", diz Faiçal Cais. Rui Barbosa elaborou texto da 1ª versão Oitenta e sete anos depois de ter entrado em vigor, o Código Civil, promulgado em 1916, sai de cena parcialmente, pois sua essência permanece nos 2.046 artigos da nova legislação. Baseado na legislação civil francesa, também conhecida como Código Napoleônico, o Código Civil brasileiro só passou a vigorar a partir de 1º de janeiro de 1917. Foram apenas sete anos tramitando no Poder Legislativo federal, em vista dos quase 27 anos do novo Código. Entre os criadores está um homem que é considerado o pai da antiga lei - o jurista cearense Clóvis Bevilácqua, que ajudou a fazer uma das legislações mais modernas para a época. Outro importante colaborador foi o escritor e filólogo Rui Barbosa, responsável pela redação final do texto do Código. De tão preciso, correto e objetivo, o texto foi considerado um monumento jurídico. "O Código Civil foi elaborado por uma das pessoas mais qualificadas da época (Clóvis Bevilácqua) e passou pela redação de um dos mais importantes pensadores da história brasileira. Escrito por pessoas com essas credenciais, o Código, mesmo hoje, ainda pode ser considerado moderno sob alguns aspectos", afirma o advogado Faiçal Cais. Condomínios temem atrasos A queda da multa por atraso na conta de condomínio, que chegava a 20%, mas vai ser limitada a no máximo 2% para os condomínios sem estatuto registrado em cartório, está gerando polêmica entre advogados especialistas na área, síndicos e administradoras de imóveis. Todos são unânimes: a inadimplência deve aumentar e os condomínios terão problemas de caixa. Segundo Alessandro Nadruz, 29 anos, proprietário da Nadruz Assessoria Imobiliária, o novo teto para a multa é prejudicial para todos os condomínios. Trabalhando com uma faixa de 10% de inadimplência, Nadruz crê que as pessoas vão preferir atrasar ainda mais as contas. "Elas vão preferir pagar o cheque especial, por exemplo, que tem juros da ordem de 10%, em vez de pagar multa de 2%", acredita. Administrar os problemas de um condomínio não é tarefa fácil para quem se propõe a ser síndico. É o que diz o industriário Humberto Luiz de Souza Lima, 42, que cuida de um condomínio com seis blocos, 108 apartamentos e cerca de 200 moradores no bairro São Manoel. "O condomínio Monte Castelo convive com 20% de inadimplência, mesmo com uma multa de 10% ao mês" diz, prevendo problemas graves com a queda da multa. Os condomínios que têm estatutos registrados com a estipulação das multas a serem cobradas não precisarão mudar os índices, segundo o novo Código. Entre outras mudanças nas relações condominiais, estão a observância de multa para os moradores que criam problemas de convivência, como aqueles que costumam manter o volume de rádios alto ou dar festas até tarde. Eles poderão ser multados. Além disso, os síndicos podem ser destituídos de suas funções com 50% dos votos, mais um, dos condôminos. Pelo Código antigo, era preciso que dois terços dos condôminos aprovassem a medida.
Livro narra saga dos dekasseguis São Paulo - Quarta-feira, 21 de agosto de 2002 - 18h12
- Um dekassegui resolveu escrever suas peripécias no Japão, onde trabalhou duro por alguns anos. Assim nasceu o livro Um Mundo Paralelo - A vida da comunidade brasileira de Oizumi, Japão, de Masayiuki Fukasawa. O livro mostra os sofrimentos, as tristezas, angústias e alegrias dos dekasseguis brasileiros no Japão. Muitos destes dramas são comuns e universais aos emigrantes, que por variadas circunstâncias, são obrigados a ganhar o seu sustento em terras desconhecidas. Eles remetem bilhões de dólares anuais para o Brasil, para ajudar os seus familiares e, indiretamente, o País. As informações foram levantadas por Masayiuki Fukasawa, um jornalista e sociólogo japonês que morou no Brasil. Ele voltou à sua terra natal, juntamente com sua esposa, como dois dekasseguis, e viveu por mais de três anos e meio entre eles, trabalhando e residindo em Oizumi, considerada a "cidade dos brasileiros". O livro será lançado durante o Simpósio Internacional de Direito Comparado: Trabalhadores Brasileiros no Japão, que será realizado entre 26 a 29 de agosto, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, uma realização do Instituto de Direito Comparado Brasil-Japão, que discutirá estes e outros assuntos. O livro foi editado no País pela Editora Topbooks, tem 216 páginas, e custa R$ 25,00. Publicada originalmente em japonês, pela Editora Ushio, no Japão, a obra já mereceu dois prêmios literários: melhor livro na categoria não-ficção do concurso Ushio, em junho de 1999, e o prêmio Literário da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, em outubro de 2000. Foi atualizado e adaptado para os leitores brasileiros, incluindo até as comemorações do pentacampeonato da seleção brasileira entre os dekasseguis no Japão. Conflitos e dificuldades - Ainda que as dificuldades destes brasileiros no exterior sejam tremendas, depoimentos a Masayiuki sugerem que na sua volta ao Brasil, a readaptação de dekasseguis é mais dramática ainda. E os problemas parecem perseguir também seus filhos, por muitos anos, dadas as diferenças dos sistemas educacionais. O livro mostra que o número dos descendentes destes dekasseguis brasileiros que não freqüentam regularmente escolas é grande. Os problemas na área da saúde e da previdência são imensos, e os desarranjos conjugais de membros separados pela distância, incontáveis. Fonte: O Estadao
Com a alta do dólar no Brasil, quando bateu recorde de R$ 3,61 aumentou 50% as remessas de dinheiro ao Brasil.
Quinta-feira, 15 de Agosto de 2002 - 12h00
Os bancos registraram um aumento de 50% nos número de remessas de dinheiro ao Brasil nas últimas semanas devido à alta do dólar no mercado brasileiro.
Web brasileira bate recorde e soma 14 milhões de internautas
Quarta-feira, 10 de Julho de 2002 - 14h24
Pela primeira vez nos relatórios do Iboepe eRatings, a Web brasileira ultrapassou 14 milhões de internautas domésticos. A façanha ocorreu em junho, impulsionada principalmente pela grande movimentação no ciberespaço devido à Copa do Mundo.
"Como imaginamos, o setor esportivo cresceu muito em junho, atingindo 2 milhões de usuários únicos residenciais - 327% a mais que no mesmo mês equivalente do ano passado e 41,3% maior que em maio de 2002", comentou Alexandre Magalhães, analista do instituto.Segundo o relatório, não houve no entanto mudanças em relação às dez propriedades mais acessadas no mês. Uol, iG, Globo.com, Yahoo e Terra Lycos permanecem na liderança do ranking. Já na lista dos domínios mais visitados da Web local em junho, a única alteração foi registrada na décima colocação - que passou a ser ocupada pelo passport.com, deixando cjb.net em décimo primeiro lugar.
Na classificação dos sites de esportes mais visitados, quem ganhou a liderança foi o canal de esportes do UOL, com 1.040.564 de visitantes no período, seguido do terra, com 534.997 de internautas, e do site da Placar, que somou 448.791 pessoas diferentes.
23/06/2002 - Brasil terá indicador oficial para medir pobreza
SÃO PAULO - O Brasil vai contar com seu primeiro indicador oficial de pobreza. O anúncio foi feito ontem pela secretária de Estado da Assistência Social, Wanda Engel, que foi escolhida a presidente do Fórum de Ministros de Desenvolvimento Social da América Latina e Caribe.
O indicador brasileiro terá uma metodologia uniformizada, que também será usada pelos demais países da América Latina e Caribe.
O encontro de Ministros de Desenvolvimento Social da América Latina e Caribe terminou ontem, no Rio de Janeiro. O próximo encontro acontecerá em novembro, no Chile.
O objetivo dos encontros é discutir a integração de ações sociais da região e os instrumentos para monitorar, avaliar e medir o impacto de programas e projetos de combate à pobreza.
Wanda Engel já tem um plano para criar um novo e mais completo indicador para medir pobreza do Brasil. O índice brasileiro seguirá os mesmos moldes do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), das Nações Unidas.
O indicador brasileiro -que medirá o desenvolvimento das famílias- terá por base o Censo de 2000, que revelou a existência de 9,3 milhões de famílias que vivem com menos de meio salário mínimo. Para conhecer essas famílias, todas as 5.561 prefeituras do País estão fazendo o cadastramento dessas pessoas.
Do Diário do Nordeste
23/06/2002 - A febre dos quiosques
Vontade de começar um negócio próprio muita gente tem. O que falta, quase sempre, é dinheiro para investir. De olho nesses empresários empreendedores em potencial - as redes franqueadoras apostam nos quiosques, um formato de loja mais barato e simples de administrar.
Uma parada para o cafezinho. No caminho entre uma loja e outra sempre dá tempo. Foi pensando nisso que os empresários Carlos de Carvalho e Carlos Alberto Ferreiro decidiram abrir um quiosque em um shopping de São Paulo. Os dois eram executivos de finanças e nada sabiam de café nem de comércio. Por isso, resolveram investir numa franquia. E escolheram o formato mais simples.
- No quiosque você não tem a luva, que você tem numa loja. E o custo do investimento pra construção do quiosque é bem menor do que numa loja, diz o franqueado Carlos de Carvalho.
Para abrir o quiosque Grão Expresso, eles investiram 45 mil reais, incluindo a taxa de franquia de 15 mil. O retorno veio em um ano e meio. Neste período, eles aprenderam que é preciso calcular a quantidade de mercadorias sempre pensando no movimento de clientes e no espaço disponível: dez metros quadrados. Apesar de pequeno, o quiosque é funcional. Tem geladeira, três fornos, máquinas para suco e café expresso.
- A Franquia nos dá todo o suporte. Toda a retaguarda a nível de controle, de credenciamento dos fornecedores... Então isso nos dá sustentação para a operação do negócio, conta o franqueado Carlos Alberto Ferreiro.
O aluguel pago ao shopping é de 1800 reais, mais taxas de condomínio e de promoções. Cinco funcionários se revesam em dois turnos. Com uma equipe bem treinada é possível controlar o negócio sem ficar no local o tempo todo.
O quiosque não requer muita dedicação do investidor. Se você tiver uma equipe de trabalho em que você possa confiar, você só tem que cuidar quer as coisas saiam de acordo que você mantenha a clientela, explica Carlos de Carvalho.
Os franqueadores recomendam que os lugares mais adequados para instalar um quiosque são áreas de grande movimento, corredores de shoppings ou uma passagem como esta, na saída de um hipermercado. A publicitária Alessandra Marino passava sempre por aqui. E quando conheceu a franquia da Space Box pela internet, decidiu que era o momento de realizar um velho sonho: ser dona de uma banca de revistas.
- Me interessei pelo design, a idéia futurista, gostei bastante. E aí a gente acabou fazendo uma negociação interessante, conta franqueada Alessandra Marino.
O investimento de 45 mil reais incluiu a taxa de franquia, a estrutura física, um computador, um leitor de código de barras e um software de controle de vendas. A banca tem espaço pra guardar três mil revistas e expor outros mil exemplares. O franqueador adaptou o quiosque padrão para a área escolhida por Alessandra. Também ajudou na negociação do aluguel. Hoje ela fatura em média treze mil reais por mês.
- As pessoas vêm fazer compras, passam, compram revista, compram jornal... Já se tornou automático, afirma Alessandra.
A localização tem outra vantagem, além do movimento constante de pessoas. Os vigilantes do hipermercado cuidam do quiosque.
- Este também é um diferencial do quiosque. Por estarmos em shoppings centers, locais fechados, o próprio ambiente nos traz uma segurança melhor do que estar na rua, esclarece o franqueador da Space Box Wallace Tonon.
O quiosque também é uma opção versátil para quem já é dono de um comércio e quer diversificar a oferta de produtos. Neste posto de combustíveis, por exemplo, foram instaladas duas franquias na loja de conveniência. Há um ano e meio o dono do posto, Roberto Hissa, investiu 45 mil reais numa franquia da Casa do Pão de Queijo. O movimento aumentou e o empresário decidiu dar um passo mais ousado: abrir um quiosque da Livraria Nobel. Modificou o formato original, que era quadrado, e aproveitou a estrutura fornecida pelo franqueador.
- Com as duas franquias juntas eu tenho faturamento de R$ 25 mil. A Casa do Pão de Queijo deixa uma margem de lucro líquida da ordem de aproximadamente 35, 40% e a Nobel é a mesma coisa, entre 30 e 40%, calcula o empresário Roberto Hissa.
Segundo Roberto, trazer as franquias foi uma alternativa para atrair consumidores e aumentar a receita, já que o lucro com a venda dos combustíveis estava caindo.
- Também, estrategicamente, ficamos muito mais fortes perante os concorrentes. Se você pode ir num posto de serviço onde você lava o carro, você compra a revista, você toma o cafezinho no pão de queijo, e saca o dinheiro no 24 horas, porque vai em um posto que não tem nada disso?
O posto é uma das primeiras experiências bem sucedidas de quiosques da livraria. A empresa iniciou o sistema de franquia há dez anos e decidiu investir em estruturas menores, mais flexíveis e acessíveis ao pequeno investidor. Além de divulgar a marca em lugares onde não caberia uma loja. Uma das apostas da franqueadora é vender quiosques para cidades do interior.
O que nós sabemos através de pesquisa, é que essas cidades estão desabastecidas , sem oferta de livrarias, então acaba sendo o quiosque a primeira livraria do lugar. Ele pode ter uma forma parecida com uma loja, só que de forma mais compacta e ocupando uma área menor, conclui o diretor de operações da franqueadora, José Nivaldo Cordeiro.
14/05/2002 - Dólar tem maior cotação em 5 meses
A afirmação do presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, de que a economia não está tão sólida quanto o governo vinha sustentando, causou estragos no mercado financeiro e virou combustível para a especulação contra o real e os títulos da dívida brasileira. O dólar comercial fechou vendido a R$ 2,521, em alta de 2,15%, maior cotação desde 29 de novembro. À tarde, com novos boatos sobre pesquisas eleitorais que apontariam a queda nas pesquisas do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 2,54. ''Parece que o Armínio voltou ao Brasil. Ele devia estar em outro país. A economia está fraca faz tempo, os fundamentos não são bons mesmo'', criticou Fernando Pinto Ferreira, sócio-diretor da consultoria Global Invest. ''O risco não é a eleição, o risco é o mercado, que vai especular, aproveitando as altas taxas de juros e a necessidade de financiamento externo.
Jornal do Brasil
Jornal da Tarde
Folha Online
Diário Online
O Dia
O Popular
Diário da Manhã
O Povo
Jornal do Commercio - RJI.R. Imposto de Renda - TRABALHO ASSALARIADO JAPÃO
Como são tributados os rendimentos do trabalho assalariado, auferidos no Japão, por brasileiro que saiu do Brasil para prestar serviços naquele país?
O tratamento tributário está previsto no Decreto nº 61.899, de 1967, que promulgou a Convenção firmada entre o Brasil e o Japão, destinada a evitar a bitributação.
Segundo o disposto no art. 14, o residente no Brasil com emprego no Japão tem seu rendimento tributado no Brasil e isento no Japão se ocorrerem essas três condições cumulativas:
a) período de permanência no Japão não superior a 183 dias no ano fiscal;
b) remuneração paga por um empregador ou em nome de um empregador que não seja residente no Japão;
c) o encargo da remuneração não seja suportado por um estabelecimento permanente ou por uma instalação fixa que o empregador tiver no Japão.
Não atendidas todas essas condições, o rendimento é tributado em ambos os países, e o imposto pago no Japão pode ser compensado no carnê-leão e na declaração, desde que não exceda a diferença entre o imposto calculado antes da inclusão dos rendimentos produzidos no Japão e o imposto devido após a inclusão desses rendimentos.
Atenção:
Não incide o imposto de renda sobre a remessa desses rendimentos para o Brasil, devendo, entretanto, os valores serem remetidos por intermédio de instituições financeiras autorizadas a operar com câmbio ou declarados à Alfândega no momento do desembarque, para que possam dar cobertura a acréscimos patrimoniais.
(PN Cosit nº 3, de 1995)
Fonte: Receita Federal - Brasilia DF
Especial: como evitar a fraude online
Quinta-feira, 11 de Abril de 2002 - 12h39
IDG Now!
Simone Freire
No início da semana, o FBI soltou um relatório anual revelando as principais fraudes cometidas no ciberespaço. Os leilões online bateram recorde de infrações, seguidos de e-mails falsos supostamente enviados pelo governo da Nigéria.Disposta a coibir essas contravenções, a agência federal americana listou uma série de informações que ajudarão os internautas a se precaver e não cair mais no conto do vigário online. Confira abaixo algumas delas:
Fraude em leilões Procure entender o máximo que puder sobre o funcionamento de um leilão na Internet antes de realizar uma transação - quais suas obrigações como comprador e as do fornecedor; Descubra quais as ações que o site adota caso ocorram problemas na transação e na entrega do produto adquirido; Saiba tudo sobre o fornecedor, especialmente se a única informação que você tiver for um endereço de e-mail. Se for uma companhia, confira nos registros públicos onde ela está localizada; Veja qual método de pagamento é exigido pelo site e onde deve ser feito o mesmo. Lembre-se: desconfie sempre de caixas postais! Certifique-se das diferentes leis que vigoram nos países. Se você estiver adquirindo uma mercadoria nos Estados Unidos, por exemplo, deve conferir as regras para não correr o risco de ficar com as mãos vazias; Pergunte sobre prazo de entrega e garantia, além de uma possível troca do artigo; Para evitar custos inesperados, certifique-se de que a taxa de entrega está incluída no preço do produto e veja se há algum custo adicional; Por último, evite dar números de identificação pessoal - já que as empresas não precisam dessas informações para realizar a transação.
Não entrega de mercadorias
- Assegure-se de que você está comprando uma mercadoria de uma fonte respeitável. Se for em algum site de leilão, cheque a procedência da companhia antes de mais nada;
- Tente obter um endereço físico da companhia - evite ter em mãos somente uma caixa postal ou um número de telefone;
- Envie um e-mail para ver se o endereço eletrônico existe. Desconfie das companhias que utilizam serviços de correio eletrônico gratuitos - onde não é necessário fornecer dados importantes para se abrir uma conta, como número de cartão de crédito;
- Não julgue a companhia ou pessoa pelo site "fantasia"; busque na rede dados sobre as operações do fornecedor;
- Seja cauteloso com as ofertas especiais - principalmente se elas vierem de um e-mail não solicitado;
- Tenha cuidado quando lidar com companhias de outro país;
- Questione sempre dados sobre devolução e garantia do produto;
- Lembre-se: o método mais seguro de comprar itens pela Internet é o cartão de crédito porque pode-se cancelar a fatura se alguma coisa der errado;
- Assegure-se de que o site utiliza sistema de segurança para realizar a transação.
Fraude com cartão de crédito
- Não libere o número do cartão de crédito para ninguém online - a menos que o site seja seguro e confiável. Geralmente, um ícone de cadeado aparece na tela para simbolizar um nível elevado de segurança para transmitir dados. Essa imagem não é garantia de que o site seja totalmente seguro, mas dá uma certa credibilidade do fornecedor;
- Antes de usar o serviço, confira se o mesmo utiliza um software de critografia para proteger suas informações;
- Certifique-se de que você está comprando uma mercadoria de uma fonte confiável. Mais uma vez, investigue a pessoa ou a empresa antes de adquirir qualquer item online;
- Tente obter um endereço físico do fornecedor;
- Envie um e-mail para conferir a legitimidade do endereço eletrônico;
- Não compre produtos de empresas que não fornecerem as informações mencionadas acima;
- Mantenha uma lista com o número de todos os seus cartões de crédito e informações de contas bancárias, bem como telefones de bancos e operadoras dos cartões, em mãos. Se alguma transação realizada por você na Internet parecer suspeita, comunique imediatamente essas companhias.
Fraude de investimentos
- Não invista em nada baseado nas aparências. Só porque um indivíduo ou uma companhia tem um site maravilhoso, não significa que seja confiável. Sites incríveis podem ser criados em poucos dias. E após um curto período roubando dinheiro dos outros, eles também somem da noite para o dia sem deixar rastros;
- Investigue a companhia antes de fazer qualquer investimento;
- Tenha cuidado com os investimentos especiais - principalmente se vierem através de um e-mail não solicitado ou por ligações de telemarketing;
- Princípio básico: se o negócio parecer bom de mais para ser verdade, siga a sua intuição - geralmente é uma cilada!
Esquema da "Carta Nigeriana"
- Desconfie de pessoas que se dizem representantes do governo da Nigéria ou qualquer outra nação, pedindo ajuda financeira;
- Não acredite em promessas de retorno de grandes quantias em dinheiro resultante de uma pequena colaboração sua;
- Não forneça qualquer informação pessoal para essas pessoas.
- Encaminhe qualquer mensagem desta natureza a alguma autoridade local.
Para conferir o resultado da pesquisa anual do FBI, que traz entre outras informações os prejuízos gerados por essas infrações nos Estados Unidos, clique neste endereço.
Afrouxadas as regras para registro de domínios na Web local
Terça-feira, 2 de Abril de 2002 - 15h38
Fonte: IDG Now!
por Simone FreireO Registro .br, entidade ligada à Fapesp responsável pelo cadastramento de domínios na Internet brasileira, revelou hoje mudanças na sua política de registros. A partir de 04/04/2002, não haverá mais o limite máximo de dez Domínios de Primeiro Nível (DPN) por entidade, como estabelecido até então.
As regras foram afrouxadas e agora uma entidade poderá registrar quantos domínios quiser sob um mesmo DPN. Permanece, no entanto, a restrição quanto ao registro por uma mesma entidade de um mesmo nome em diferentes DPNs genéricos.Em entrevista ao IDG Now!, Frederico Neves, coordenador técnico da entidade, disse que a iniciativa reflete uma tendência natural da evolução da Internet. "Essas regras foram estabelecidas pelos Comitê Gestor cerca de cinco anos atrás. Naquele época, era necessário restringir o registro de domínios - já que o mercado era virgem -, caso contrário, corria-se o risco dos mesmos caírem em mãos erradas", explicou o especialista, referindo-se aos cybersquatters - pessoas que adquirem domínios populares visando lucrar com sua venda no futuro.
Com a consolidação da Web local, acrescentou Neves, ficou evidente que não havia mais a necessidade de limitar o registro por entidade. No comunicado, o grupo informa que a iniciativa tem como objetivo manter a riqueza do espaço de nomes e permitir a coexistência de homônimos sob diferentes DPNs.
A proteção não se aplica aos DPNs com restrições, sob os quais uma mesma entidade poderá registrar homônimos. De acordo com a entidade, são DPNs restritos hoje: AM.BR, COOP.BR, EDU.BR, FM.BR, G12.BR, GOV.BR, MIL.BR, NET.BR, ORG.BR, PSI.BR e TV.BR. Todos os DPNs disponíveis, com exceção dos mencionados acima, são classificados como genéricos pelo órgão.
Na prática, as novas regras funcionarão da seguinte forma, de acordo com explicação de neves: uma entidade poderá registrar quantos domínios quiser sob COM.BR ou sob IND.BR. Mas, se possuir o domínio XXX.COM.BR, não poderá registrá-lo também em IND.BR. - ou seja, se tiver XXX.COM.BR não poderá registrar XXX.IND.BR por ser tratar de domínios genéricos.
No entanto, acrescenta o especialista, nada impede que, caso essa entidade preencha os requisitos para registrar sob TV.BR, registre também o XXX.TV.BR, porque TV.BR é um domínio com restrições próprias, às quais não se adicionam as restrições de homonimia.
Salário mínimo vale R$ 200 na segunda
BRASÍLIA. O salário-mínimo vai subir de R$ 180 para R$ 200 (11,11%) na próxima segunda-feira, segundo medida provisória publicada ontem no Diário Oficial da União. Este será o último piso salarial a ser estabelecido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que acaba o seu segundo mandato sem ter conseguido manter o mínimo em US$ 100 valor aproximado até janeiro de 1999, antes da desvalorização do real frente ao dólar.
Pela cotação de ontem, o novo salário ficará em US$ 85,38, o menor em dólares desde 1995. O Rio é um dos poucos estados onde o piso regional que tem cinco faixas (R$ 240, R$ 250, R$ 260, R$ 270 e R$ 280), segundo categorias profissionais está acima do fixado pelo governo.
Mesmo abaixo do que queriam principalmente os parlamentares da base governista, o novo salário terá um impacto significativo nas contas da Previdência Social. O déficit este ano deverá passar de R$ 12,8 bilhões para R$ 16 bilhões.
A Previdência paga o salário-mínimo para cerca de 14 milhões de pensionistas e aposentados. Outros 9 milhões de pessoas, que ganham de dois a oito mínimos, terão pequena complementação de salário em 1 de junho. No ano passado, esse reajuste, para o grupo que ganha de dois a oito mínimos, foi de 7%, e o aumento do mínimo ficou em 11,5%.
A Confederação Nacional dos Aposentados e Pensionistas e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrarão na Justiça, nos próximos dias, para exigir que seja repassado, a quem ganha mais que o piso, o reajuste integral do salário-mínimo.
O governo vem adotando uma política de dar reajustes diferenciados para quem ganha um pouco mais, o que é inconstitucional. Pelas nossas contas, daqui a dez anos, todos os aposentados da Previdência estarão ganhando apenas o mínimo disse o deputado Paulo Paim (PT-RS).
Há dois anos, o governo conseguiu aprovar, no Congresso, um dispositivo autorizando os estados a fixarem seus próprios pisos salariais. Mas, devido, principalmente, ao impacto que os aumentos teriam nas folhas salariais, a grande maioria dos governadores optou por seguir o salário-mínimo nacional.
Segundo um estudo do Ministério da Fazenda, uma porcentagem muito pequena de trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada recebe, atualmente, o piso salarial. Uma parcela maior de quem ganha o piso está concentrada no setor da economia informal.
Pelas estatísticas do governo, no Rio de Janeiro, por exemplo, apenas 4,4% dos empregados formais ganhavam o salário-mínimo em 2000. Os empregados informais representavam 38,3%. Em São Paulo, existiam 5,3% no emprego formal e 35,5% no informal.
As regiões Norte e Nordeste concentravam um maior número de trabalhadores informais com renda de um salário-mínimo. No Rio Grande do Norte, só 2,2% dos trabalhadores com carteira assinada recebiam o piso, enquanto 51,1% ganhavam o mínimo na informalidade.
Fonte: O Globo
Japão fecha as portas para dekasseguis
A concorrência de trabalhadores da Indonésia, Tailândia e Coréia, a recessão japonesa e uma nova política de restrição para concessão de vistos que o consulado geral do Japão em São Paulo adotou informalmente, estão acabando com os sonhos dos dekasseguis brasileiros de ganharem dinheiro na terra de seus antepassados.
Em 1991 o consulado em São Paulo emitiu cerca de 61 mil vistos, em 2001 o número caiu para pouco mais de 29 mil, uma queda de 53% em 10 anos.
Segundo funcionário de uma empreiteira, várias medidas foram adotadas para limitar a entrada de brasileiros no país, entre elas, o dekassegui deve provar que domina 30% da língua japonesa, 40 anos é o limite máximo de idade para se entrar no Japão e a exigência de que o nome do dekassegui na certidão de nascimento esteja plenamente de acordo com o nome original da família. Essas imposições não eram exigidas na década de 90.Fonte: 40graus
Recessão econômica explica queda nos vistos
Segundo o cônsul Norio Nakatsuka a emissão dos vistos pelo consulado geral de São Paulo caiu de cerca de 45 mil para 29 mil por causa da recessão econômica no Japão, negando que haja alguma política de redução dos vistos de dekasseguis brasileiros para o Japão.
Segundo Nakatsuka, as empresas diminuíram a procura por brasileiros, porque a economia caiu, quando os negócios voltarem a crescer, os vistos também devem aumentar.
As montadoras novatas driblam a ociosidade
(03:20) São Paulo, 13 de março de 2002 - Fábricas revêem planos em cenário de retração A matriz da japonesa Toyota, terceira maior montadora mundial, liberou a subsidiária brasileira para vender carros aos países da Comunidade Andina de Nações (CAN), antes atendida diretamente. A também japonesa Honda acelera o lançamento do seu segundo automóvel, o monovolume Fit, com motor 1.4. O grupo francês PSA Peugeot Citroën começou a produzir neste mês motores na fábrica de Porto Real (RJ). Instaladas recentemente no Brasil, essas montadoras buscam alternativas para ocupar as linhas de montagem de suas fábricas, ociosas pelo descasamento entre as previsões de produção e a capacidade de absorção do mercado. Em 1996, quando traçaram seus planos, o mercado brasileiro estava em ascensão e a expectativa generalizada era de que se chegaria a uma produção de 3 milhões de veículos no ano 2000. Os números reais estão longe do previsto. Em 2001, a produção atingiu 1,8 milhão. Em conseqüência, uma das novas montadoras, a Chrysler, fechou. As outras não atingiram suas metas. A Renault, por exemplo, previa produzir 120 mil unidades em 1999, um ano após instalar-se no Paraná. Só conseguiu 68 mil unidades em 2001. A Mercedes-Benz esperava fazer 70 mil carros. Produziu, em 2001, 9 mil, segundo a Anfavea. Toyota e Honda, que ainda não fabricam carros populares, segmento responsável por 75% das vendas no Brasil, já revelam certo interesse pela produção de carros com motor 1.0. "Ninguém chega a 10% de participação, como pretendemos, sem um carro de alto volume de vendas", diz o presidente da Toyota do Brasil, Hiroyuki Okabe. (Ver mais na Pág. C-1) (Gazeta Mercantil/Página 1)(Lilian Satomi e Ariverson Feltrin)Honda Civic Foi o Mais Roubado Entre Modelos de 2000 nos EUA
Washington, 12 de março (Bloomberg) -- O Civic da Honda Motor Co. foi o veículo mais roubado entre os modelos de 2000 durante esse ano nos Estados Unidos, enquanto o seda Plymout Breeze, da DaimlerChrysler AG, teve a maior taxa de roubo, segundo um órgao do governo do país.A taxa geral de roubo de modelos 2000 foi de 2,89 a cada mil veículos, inalterada em relaçao ao ano anterior, de acordo com a National Highway Traffic Safety Administration. Foram incluídos 206 modelos na contagem, com base em dados do Federal Bureau of Investigation, a polícia federal dos Estados Unidos.
A DaimlerChrysler teve seis dos dez veículos com maiores taxas de roubo. A montadora, terceira maior dos Estados Unidos, nao estava disponível para comentar de imediato as informaçoes.
Em números absolutos de roubos, os cinco veículos mais roubados foram carros. O Civic puxou a lista, com 1.807 unidades roubadas, seguido pelo Dodge Intrepid, da DaimlerChrysler, o Pontiac Grand Am, da General Motors Corp., Dodge Neeon, e Focus, da Ford Motor Co.. Em 1999, o Grand Am havia encabeçado a lista.
O Plymouth Breeze apresentou a maior taxa de roubos, com 11,1 por mil unidades. Foi seguindo por dois modelos do utilitário- esportivo Montero, da Mitsubishi Motors Corp., pelo X5, da Bayerische Motoren Werke AG, e o Intrepid, da DaimlerChrysler. O Acura Integra, da Honda, que esteve à frente em 1999, caiu para a 25a. posiçao.
O órgao dos Estados Unidos, que divulgou os dados do relatório nesta terça-feira no Federal Register, algo como um diário oficial dos Estados Unidos, nao fez comentários sobre por que um veículo é mais roubado que outro.
A FORTUNA DOS SAMURAIS
Bancos e seguradoras disputam os US$ 2,3 bilhões anuais dos dekasseguis, os imigrantes brasileiros no Japão Ernesto Bernardes A economia está desacelerada, a inadimplência cresceu e o dólar foi às alturas. Num cenário como esse, o sonho de qualquer banqueiro são correntistas com contracheques em moeda americana. Pois várias instituições decidiram afiar suas armas, nos últimos meses, para buscar justamente esse tipo de público. A clientela mais cobiçada do momento é a dos dekasseguis, os 254 mil brasileiros que recebem salários em ienes no Japão e enviam regularmente mesadas em dólar para suas famílias. A seguradora americana Metlife, que desembarcou aqui há dois anos, prepara-se para vender planos de aposentadoria para esses trabalhadores e seus parentes. O Sudameris, em acordo com o Sebrae e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou um fundo para ajudá-los a montar seus próprios negócios quando retornarem ao País, trazendo suas economias. O Banco do Brasil, que concentra a maioria das remessas de dólares desse mercado, vai fazer uma emissão de US$ 250 milhões em bônus samurai, usando esse fluxo de divisas como lastro. E, para garantir sua posição de liderança nesse nicho, acaba de abrir sua quarta agência na Terra do Sol Nascente, no distrito industrial de Guma. Até os espanhóis do Santander, que acumulam US$ 100 milhões em poupança dekassegui – herdada do Banespa –, estudam novas maneiras de atrair esses clientes. O PIB dos nisseis e sanseis que emigraram para a terra de seus ancestrais para trabalhar é uma incógnita. Sabe-se, porém, que o dinheiro que enviam regularmente para suas famílias tem peso enorme no balanço de pagamentos brasileiro. São US$ 2,3 bilhões por ano, quase o equivalente ao total das exportações de café. Os brasileiros formam o terceiro maior grupo de imigrantes no Japão, atrás de chineses e coreanos. A diferença é que, ao contrário dos asiáticos, a maioria permanece no país apenas por alguns anos, até juntar dinheiro. Depois, retornam trazendo suas economias e tentam montar algum tipo de empreendimento. É aí que o Sudameris quer entrar. “A taxa de insucesso desses pequenos empresários é muito grande, perto de 95%”, explica João Luiz Pasqual, diretor internacional do banco. “Vamos fornecer assessoria para que possam criar suas start-ups e consigam realmente crescer.” O fundo entrará com valores entre 20% e 49% do total de cada negócio. Desde que anunciou a intenção de criar o produto, há duas semanas, o Sudameris já recebeu duas consultas de empresas de participações interessadas em entrar como cotistas, engordando o patrimônio do fundo – que começou com US$ 10 milhões e já subiu para US$ 12 milhões. Para atingir os potenciais clientes dessa linha de crédito e de outros produtos, os treze funcionários que representam o banco no Japão fazem plantões em lojas, agências de turismo e centros comunitários das regiões onde se concentram os brasileiros. “A colônia nipônica possui uma cultura de pensar na aposentadoria desde cedo, o que transforma esses trabalhadores num dos melhores nichos para previdência privada”, diz o presidente da Metlife brasileira, Thad Burr. Os dekasseguis não são atendidos pelo INSS, e também não recebem qualquer tipo de ajuda do governo japonês. Por isso mesmo, transformam-se em clientes potenciais para vários tipos de seguros. Interessada nesse mercado, a companhia americana comprou no início do ano a Seasul, seguradora do banco América do Sul, instituição da colônia japonesa em São Paulo. “Calculamos que os nisseis e sanseis respondam por 4% do potencial de venda de PGBL no Brasil”, explica Eiji Denda, presidente da Seasul. “Isso tem muito a ver com o fenômeno dekassegui”. O Banco do Brasil, dono da maior parte dos negócios com os trabalhadores brasileiros no Japão, também está investindo para tentar aumentar a quantidade de serviços que oferece a cada cliente naquele país. Hoje, o principal produto procurado pelos imigrantes é a poupança, seguido pelo câmbio e as remessas de dólar. Uma das possibilidades é oferecer à clientela novas alternativas de investimento, que apresentam rendimentos melhores que os da caderneta. A idéia promete. No ano passado a agência de Tóquio fechou com o recorde de US$ 1 bilhão em captação de novos ativos.
EP de Curitiba, a Dekasseguis S.A. acaba de se tornar sócia da Intellisat do Brasil
uma empresa especializada na área de rastreamento de veículos por satélite. Com um investimento de R$ 400 mil sendo que R$ 200 mil já foram pagos e o restante será integralizado através da venda de novas cotas, a Desa se tornou detentora de 1/3 do capital social da Intellisat.
Dekasseguis Já são a segunda maior fonte de divisas do Brasil
Do outro lado do planeta, precisamente do Japão, vem uma fortuna anual para o Brasil. Não é composta de pilhas de eletroeletrônicos. Os US$ 2,5 bilhões enviados de Tóquio para o País são a poupança dos 250 mil dekasseguis, acumulada em doze meses. Os brasileiros descendentes de japoneses, ou casados com japonesas, vão trabalhar na terra do sol nascente e de lá mandam, em média, US$ 10 mil por ano cada um. Caso o ranking da balança comercial brasileira seja unido ao de serviços, os dekasseguis só perdem para o complexo soja, que exporta US$ 4 bilhões anuais, de acordo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Este volume está inspirando a criação no País de empresas para reunir os investimentos dos dekasseguis. “Os brasileiros, quando voltam do Japão, desconhecem a realidade econômica do País e precisam de apoio”, conta Márcio Landes Claussen, coordenador do Sebrae. De acordo com ele, a melhor saída é o conceito de Participação, que reúne sócios-empreendedores em uma mesma empresa. Há um mês, foi constituída em São José dos Campos (SP), a Nikkei Vale Participações S.A., com capital inicial de R$ 320 mil e 190 acionistas. Pretende ser uma incubadora de pequenas empresas de tecnologia. Em Curitiba, já existe desde 1998 a Dekasseguis S.A., que vai investir em empreendimentos imobiliários e corretagem de seguro. “Pretendemos criar empresas de tecnologia e até de fornecedores de peças para a indústria”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Nikkei, Yoshihiro Yosida. Sua intenção é garantir suporte gerencial e recursos aos sonhos dos dekasseguis e, assim, mudar a realidade de fracassos que freqüentemente assola aqueles que voltam ao Brasil. Eles trazem do Japão em média US$ 60 mil, fruto das economias feitas em quatro anos de trabalho. Lá, recebem salários que vão de US$ 2 mil a US$ 3 mil. Aqui, compram casa própria e tentam a sorte em pequenos negócios, como pastelarias ou casas de sushis. Mas 70% destes empreendimentos são fechados, por falta de experiência na área comercial ou má administração. O dinheiro dos dekasseguis chamou a atenção até mesmo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que estuda a possibilidade de criar um fundo de participação em capital de risco em empresas criadas por brasileiros que regressam do exterior. Em outubro, será inaugurado oficialmente o portal www.desa.com.br trilingüe (português, inglês e japonês). É a oportunidade dos dekasseguis manterem-se atualizados sobre os negócios no Brasil, mesmo estando do outro lado do mundo.
Ricardo Osman
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Pesquisa revela horários de maior acesso à Web
Veja os horários com maior pico de acesso nos países analisados
A audiência da Internet concluiu que o horário mais concorrido, entre os internautas domésticos no mundo inteiro, é entre 20 horas e 23 horas, com maior utilização entre 20 horas e 21 horas em 4 dos 7 países pesquisados. O Brasil não participou do teste.
Reino Unido - entre 20h e 20h59 França - entre 20h e 20h59 Alemanha - entre 20h e 20h59 Canadá - entre 21h e 21h59 Austrália - entre 18h e 18h59 Japão - entre 22h e 22h59 Estados Unidos - entre 21h e 21h59
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07/03/2002
Anúncio de Venda do Portal Dekassegui não procede
Os Internautas foram surpreendidos com mensagens enviados a eles sobre a venda o portal dekassegui, inclusive colocando um banner no portal dekassegui (antigo endereço). Infelizmente, existem algumas empresas inescrupulosas no Brasil que tentam vender dominios com nome de outras pessoas fisicas ou juridicas. Os chamados piratas virtuais estão por aí. Tem conhecimentos técnicos até de entrarem no site alheio colocando banners de anuncio e atrapalhando as conexões, e cortando os acessos trocando senhas. Ficariam ricos se soubessem usar o conhecimento para o bem.
Nós do Portal Dekassegui decidimos então colocar endereço mundial do Portal, o WWW.PORTALDEKASSEGUI.COM o antigo www.portaldekassegui.com.br fica então desativado.
14/02/2002
Balança registra superávit de US$ 115 mi na 2ª semana de fevereiro
Na segunda semana de fevereiro (dias 4 a 10), a balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 115 milhões. As exportações somaram US$ 1,055 bilhão, enquanto as importações totalizaram US$ 940 milhões. As informações são Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (Secex).
Fonte: Valor Online, adaptada pela Equipe do Portal Dekassegui
Portal Dekassegui
O Portal Dekassegui é o preferido dos dekasseguis no que se refere a informação de Negócios.
CASE DE SUCESSO
Solange Nakashima, proprietária de uma loja de perfumes e cosméticos, franquia da JULIE & BURK, Conseguiu o que esperava como Empreendedora e hoje dona de uma das lojas de perfumaria localizada num dos melhores pontos da cidade, a rua xv de novembro. Solange tem hoje um bom faturamento nestes sete meses de funcionamento.
Leia mais na coluna de Depoimentos.
C u i d a d o !
Muita atenção com o "Golpe do Celular". (Japao)
O truque é o seguinte: A pessoa liga para você e no primeiro toque desliga. O telefone dele fica registrado no seu celular. Sem saber de nada, você retorna a ligação. Esta ligação é conectada a um serviço pago do tipo "sexo por telefone" (Dial Q2). Depois de algum tempo vem uma cobrança de mais ou menos 100 mil yenes por você ter usado o serviço. No caso de você não querer pagar, a cobrança, às vezes, é feito por yakuzas. Por isso, nunca retorne a ligação de um número que você não conhece. Abaixo vão alguns números com que você tem que tomar cuidado mas, com certeza não são somente estes: 052-733-1551 052-733-1288 052-735-7300 052-733-8488 0534-27-3172 03-3793-7552 03-5724-2929 03-3551-4330 03-3444-6555 03-5679-7844 03-5679-7848 03-3446-4567 03-3446-0990 03-5420-4466 03-5340-8877 03-5340-9330 03-5340-9381 03-5340-9382 03-3448-4760 03-3280-7660 03-3851-4141 03-3227-2828 03-5391-7600 03-3984-6761 03-3444-6710 03-5348-4441 03-3355-7550 03-5423-2570 06-6301-1999 06-6301-7778 06-4968-3114 06-6300-0702
Japão começa a transmitir vídeo pelo celular
A NTT DoCoMo, maior operadora de telefonia móvel do Japão, começa a transmitir vídeos para os celulares de terceira geração a partir da próxima segunda-feira. Chamado de "i-motion", o serviço deve transmitir pequenas reportagens em vídeo, informações esportivas e videoclips através dos novos aparelhos celulares NEC, também lançados na segunda.
Fundo Dekassegui
Empresas de Participações já elaboram projetos para o aporte junto ao Fundo Dekassegui, um fundo formado pelo BID - Fumin, Sebrae Nacional, Banco Sudameris, Empresas de Participações e outros investidores, com valor total a serem Investidos de US 12 milhões de dólares em empresas a serem formadas pelos Dekasseguis. O fundo entrará com até 49% na participação do negócio, e no prazo de 5 a 7 anos sairá da sociedade através de mecanismos.
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