ULTIMAS NOTÍCIAS da Comunidade - Notícias selecionadas pela Equipe do Portal Dekassegui.com
26/04/2006 - Como abrir um negócio próprio no Japão
Cada tipo de atividade necessita de autorizações específicas
Para abrir um negócio no Japão é recomendável, antes, consultar a Câmara de Comércio e Indústria (Shooko Kaigisho) da cidade para saber de todos os detalhes da legislação que regulamenta a atividade pretendida. Seja qual for o setor de atuação, é preciso informar o órgão competente e passar por inspeção e aprovação antes de abrir as portas.Empresas que vão lidar com alimentos, por exemplo, como é o caso da maioria dos negócios iniciados pelos brasileiros no Japão, precisam notificar o Departamento Sanitário (item higiene) e Corpo de Bombeiros (item segurança), entre outros órgãos regulamentadores. Já quem pretende trabalhar com recursos humanos (empreiteiras) deve notificar o Departamento de Emprego Público local e será supervisionado pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social. Não deixe, ainda, de informar o início da atividade ao escritório local da Receita Federal (Zeimusho). O imposto poderá ser pago por meio da declaração individual (aoiro shinkoku) ou declaração pela Receita Federal (shiroiro shinkoku).
São quatro os tipos de empresas que podem ser abertas no Japão:
• Kabushiki Kaisha
É a empresa Sociedade Anônima, de capital aberto e com ações na bolsa de valores. O capital mínimo inicial é de 10 milhões de ienes. Precisa ser composto por sócio-fundador, mínimo de três diretores e pelo menos um auditor. Não há limites de investidores.• Yugen Gaisha
Empreendimento na categoria de Companhia Limitada (médio ou pequeno porte). Capital inicial mínimo de 3 milhões de ienes e máximo de 50 investidores. As ações não podem ser transferidas para os não-investidores.• Gomei Gaisha
Empreendimento de pequeno porte composto por investidores diretamente responsáveis pelo pagamento dos credores da empresa.• Goshi Gaisha
Companhia de pequeno porte, composta por investidores responsáveis pelo pagamento dos credores, porém, dentro dos limites estabelecidos no Estatuto Social.Fonte: Brasil Nippon
24/04/2006 - Empreendedor de sucesso
Radial Grill: 2.500 pessoas em cada final de semana
O sonho de juntar dinheiro para montar um negócio próprio fez com que muitos brasileiros embarcassem para Japão no início da década de 90. Roberto Sato, 46 anos, também não escapou. Tinha intenção de iniciar um empreendimento e foi juntar suas economias numa fábrica japonesa em Hamamatsu.Hoje, 12 anos depois de voltar ao Brasil, conhece como poucos os segredos de investir no Brasil. É dono de três casas de comida árabe da bandeira Mister Sheik e de uma churrascaria, Radial Grill, uma das maiores de São Paulo, que atende 2.500 pessoas em cada de semana.
Desiludido com sua carreira de engenharia química, Sato não pensou duas vezes na hora de arrumar as malas e ir trabalhar como operário no Japão. Ficou sabendo que um primo seu, em Hamamatsu, estava economizando 3 mil dólares por mês. Então, decidiu encarar o Japão, em 1990. “Só quem vai para lá e larga o País onde mora, sabe o grau de dificuldade que a gente tem. Sem falar o japonês, é muito difícil”, afirma o ex-dekassegui que todos os dias pensava em sua família e amigos que tinha deixado para trás.
Sato trabalhava 12 horas por dia e dividia um quarto apertado com mais cinco pessoas. “O banheiro era coletivo e além disso ficava dois andares abaixo”, lembra. Porém, o sonho de ser dono do próprio nariz falava mais alto. Foi por causa dessa determinação que permaneceu por dois anos e quatro meses no arquipélago.
O esforço compensou. No começo, conseguia economizar cerca de 4 mil dólares por mês, e a poupança que conseguiu, cerca de 60 mil dólares, foi suficiente para abrir sua primeira loja Mister Sheik em Taboão da Serra, em São Paulo.
Em todos os seus empreendimentos, Sato é dono com mais sete sócios. Segundo ele, esse é o segredo de ser um empresário bem-sucedido. “Sempre entro em um negócio em sociedade. Normalmente são de oito a dez sócios no total. Em vez de investir em um pequeno empreendimento, adquiro já um grande, pois temos condições de dividir as responsabilidades”, conta, mostrando as vantagens da sociedade.
Assim que chegou ao Brasil, ficou três meses pesquisando diversas áreas para investimento. Aplicou suas economias no setor de alimentação por recomendação de um amigo, que já possuía uma churrascaria. “Foi ele quem me incentivou a formar sociedade e me apresentou um corretor de negócios”, lembra.
Outro segredo revelado por Sato é expandir rapidamente o empreendimento. “Se você fica muito tempo em um só negócio, ele corre o risco de ter uma sobrevida de 10 anos no máximo. Com o tempo, a tendência é a perda da rentabilidade. A partir do momento que você adquire um negócio, é preciso pensar já em outros, independente da área”, aconselha.
Sato não nega seu espírito empreendedor. Assim que for possível pretende ampliar seu leque de negócios. “Investiria em qualquer área, desde que ela apresentasse boa perspectiva de lucros”, afirma. Para ele, não existe setores de investimento em alta, o que importa é a probabilidade de ser um bom negócio.
Fonte: Brasil Nippon
17/04/2006 -Franquia de LAN House atrai ex-dekassegui
Marcos Inayama em sua LAN House
Quem pensa que o Brasil é um País que não oferece oportunidades está enganado. Marcos Inayama, 26 anos, é um bom exemplo de que tudo depende da escolha, do conhecimento da área e da dedicação pessoal para o empreendimento decolar. Ele venceu o receio e aplicou suas economias na Monkey, uma franquia de LAN house (Local Área Network), no bairro de Higienópolis, em São Paulo, que atrai mais de 100 pessoas por dia.A casa oferece jogos em rede, serviços de informática e de acesso a internet. Para maior conforto dos clientes, possui ainda minibar, que serve aperitivos, refrigerantes e sucos. Atualmente, as LAN Houses são ponto de encontro e de diversão de pessoas de várias idades.
Ter um empreendimento próprio era algo distante para Inayama, que foi para o Japão, em 2000, com o objetivo de ajudar a família. “Nunca me passou pela minha cabeça ser dono de alguma coisa”, afirma. Voltou no final de 2002 e percebeu que o mercado de trabalho estava difícil, e os salários cada vez mais achatados, mesmo para profissionais especializado como ele, que é formado em processamento de dados.
Essas, entre outras, foram as razões que despertaram o ex-dekassegui para o mundo dos negócios. “Foi espontâneo. Queria melhorar de vida, vi que LAN House era um ótimo negócio e decidi apostar no negócio”, conta.
Monkey/Cedida
As LAN Houses são hoje ponto de encontro e de diversão
Antes de iniciar a franquia Inayama trabalhava com suporte de computadores. “Quando surgiu a moda das LAN Houses logo me interessei. Tinha tudo a ver com a minha carreira e percebi que o retorno do investimento era rápido”, conta. Segundo ele, fazer o que gosta e o que sabe é o segredo na hora de investir.Para ter capital suficiente para investir o ex-dekassegui teve que dar duro, em jornadas de mais de 12 horas nas fábricas japonesas de Tóquio e Ibaraki. “Não foi fácil. O idioma foi minha maior dificuldade”, afirma.
Mas o esforço compensou. Enquanto muitos brasileiros ficam mais de 10 anos no Japão, Inayama conseguiu juntar o suficiente para abrir seu próprio negócio em 1 ano e 9 meses. “Quando falo o quanto economizei em dinheiro e o tempo que trabalhei lá, ninguém acredita”, conta.
Ele não queria ficar muito tempo longe de casa e fez um regime bravo para voltar mais rápido e com uma boa economia. Segundo ele, muitos que vão para lá se deslumbram, querem ter uma vida com luxo e não conseguem economizar.
Dedicação também é um dos elementos que fazem de Inayama um empresário de sucesso. Apesar de ter quatro funcionários, ele passa 10 horas por dia trabalhando. “Nos fins de semana aumenta a carga horária. Chego a ficar muitas vezes mais de 13 horas”, comenta. Mas isso não é problema para ele. “Minha experiência no Japão me ajudou a ter bastante resistência quanto à carga de trabalho”.
Dica para os dekasseguis
Para o brasileiro que está prestes voltar ao País, Inayama recomenda:
1- “O ideal é vir com o dinheiro bem definido. Uma parte para se manter, no mínimo, por 3 meses, até terminar os procedimentos de analise, pesquisa e decisão do negócio que se pretende montar, e outra parte para iniciar e manter o negócio”.
2- O dekassegui tem de manter contato com o Brasil para saber o que está dando certo no País”.Dicas para não deixar que seu negócio vire mico:
1- Pesquisar bastante a área na qual se pretende montar o negócio, analisando o público alvo e o tamanho da cidade.
2- O dono tem de fazer o que sabe e gosta.
3- É preciso muito esforço e dedicação.
4- Não desistir nas primeiras dificuldades.
Fonte: Brasil Nippon13/04/2006 - Cafeteria de sucesso
Local virou um dos points mais badalados da cidade
Quem conseguiu juntar dinheiro no Japão com muito custo, ainda resiste em voltar ao Brasil para investir suas economias. Os receios têm fundamentos: não são poucas as histórias de pessoas que perderam tudo numa empreitada infeliz, acumularam dívidas e tiveram de retornar às fábricas japonesas para recomeçar do zero. Além disso, os números oficiais não são nada animadores. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mais da metade (56%) das micros, pequenas e médias empresas fecha as portas até o terceiro ano de vida, vítimas sobretudo de falhas na administração.Mas este não é o caso de Roberto Takashima, analista de informática que, após se formar em 1992, decidiu embarcar para o Japão. Depois de várias idas e vindas, ele decidiu voltar ao Brasil e hoje é dono de um empreendimento de sucesso em Curitiba, Paraná. Seu Exprèx Caffè, montado em sociedade com seu cunhado, em 1998, conquistou a clientela e foi eleita a melhor cafeteria de Curitiba pela revista Veja.
A casa tem 15 mesas de quatro lugares cada e também serve tortas, doces, salgados, pratos rápidos e, claro, café expresso. “Em dias de pico, já cheguei a atender mil pessoas”, anima-se Takashima. Com relação ao faturamento, ele diz estar bastante satisfeito, apesar de preferir não revelar números.
Na época em que esteve no Japão, Takashima trabalhou com vários brasileiros na linha de montagem da Ibiden, em Gifu. E constatou que, como ele, a maioria gostaria de retornar ao Brasil para ter um negócio próprio. Porém, poucos efetivamente seguem este caminho. “As pessoas têm receio de investir no Brasil, são muito inseguras”, analisa.
Takashima afirma que a ansiedade é um dos principais motivos que fazem com que os negócios não dêem certo. “No Japão, as pessoas que ganham US$ 2 mil ou US$ 3 mil voltam para o Brasil, montam o negócio próprio, mas apesar disso faturam menos. Isso faz com que muitos fiquem insatisfeitos. Mas não adianta, no Brasil tem que aprender a economizar”, afirma o Takashima.
Ele aponta outra atitude dos ex-dekasseguis prejudicial para o sucesso de um negócio no Brasil. “Muita gente volta e não cai na real. Começa a gastar, comprando carro, apartamento e mobília, deixando apenas uma pequena quantia para investir.
Segundo o empresário nikkei, o ex-dekassegui que pretende iniciar um empreendimento no País não pode pensar em voltar ao Japão. Takashima explica que, nos momentos difíceis, a pessoa precisa demonstrar espírito empreendedor, ao invés de questionar se fez a escolha certa ao optar por voltar ao Brasil. “É preciso pensar como empresário, analisar como melhorar o negócio, suar a camisa, fazer com que a empresa cresça. Deve esquecer que o Japão existe. Tem que ficar aqui no Brasil e fazer sacrifícios para a empresa ganhar nome e crescer”, conta.
Dificuldades no começo
O ex-dekassegui conta que ao chegar no Brasil procurou um nicho de negócios para explorar. “Vi que a situação do País não estava fácil e procurei novidades onde eu moro, em Curitiba. Escolhi um ramo, analisei o que era, cansei de fazer consultas ao Sebrae e, finalmente, aprendi como se faz”, ensina.
A sua segunda maior preocupação foi economizar ao máximo, para garantir o capital da futura empresa. Por isso, no início, preferiu alugar um apartamento e andar de ônibus. Essas medidas simples permitiram ao empresário investir o total de cerca de R$ 100 mil na cafeteria. “Tive de trabalhar até mais no Brasil do que no Japão”, lembra Takashima. “Nos primeiros meses, você só vê o dinheiro sair. Abrimos no verão e o movimento era fraco, o balanço dava negativo. Mas a partir do 4º mês os resultados começaram a aparecer, e o faturamento passou a ser suficiente. Quando o inverno chegou foi um sucesso, ficou lotado”, revela.
Conselhos
Veja seis dicas de Takashima para quem quer montar um empreendimento de sucesso:
1) Recursos próprios para investir
Isso evita pedir empréstimos em bancos, que cobram juros exorbitantes2) Escolha do ramo do negócio
A razão pela qual Takashima optou por abrir um café-bistrô foi a ausência de concorrentes do mesmo nível na cidade escolhida, Curitiba (PR). “Na época em que cheguei, só uma tinha o porte da nossa”, conta.3) Identificação do público-alvo
A Exprèx Caffè oferece aos seus clientes um menu composto por bebidas e pratos requintados, num ambiente confortável (15 mesas de quatro lugares cada). “O pessoal quer conforto, não uma cadeira de metal fria”, revela.4) Atendimento de primeira
É um dos destaques do negócio conduzido por Takashima. “Na época que a gente voltou do Japão, tínhamos em mente que o cliente tem de estar em primeiro lugar. Lá, quando você entra numa loja ouve ‘irashaimassê’ (seja bem-vindo), e o cliente é muito bem atendido. Por quê não implantar isso no Brasil? O fato de ser atencioso e tratar o cliente como um amigo ainda é um diferencial”, afirma.5) Inovação
Preocupado em cativar os clientes, Takashima aprimora cada vez mais a lista de produtos vendidos na Exprèx Caffè. “É preciso inovar, senão você faz igual aos outros”, diz.6) Percepção
É fundamental sentir qual nicho de mercado apresenta melhores oportunidades. Se for possível, tentar inaugurar algo inédito no mercado brasileiro, trazendo a idéia do exterior. Além disso, é necessário escolher bem o ponto comercial. Takashima alerta: “Não adianta montar o negócio perto de casa porque é mais cômodo para você. É preciso estar onde o cliente também está”.Contato: Roberto Takashima, sócio-proprietário do Exprèx Caffè e consultor de empresas
Telefone: (41) 232-9578 / e-mail: exprex@brturbo.com.brFonte: Brasil Nippon
11/04/2006 - Caixinha de sucesso
Robinson Shiba: meta é conquistar a Europa
Robinson Shiba é prova de que o espírito empreendedor, somado ao senso de observação, resulta em negócio de grande sucesso no Brasil. Formado em odontologia, ele decidiu fechar seus três consultórios e apostar em um serviço que havia visto em 1992 nos Estados Unidos nos tempos de estudante universitário: o delivery de comida chinesa, uma atividade que ainda não existia no País. Nascia ali, o China in Box que tem como sócios os irmãos Shiba (Hideaki, Robinson e Helen). “Percebi que comer comida chinesa em uma caixinha era um costume que atraía milhares de americanos”, conta Robinson Shiba. “Era barato e gostoso. Achei que esse hábito poderia se tornar um negócio interessante também no Brasil”, lembra.Estava certo. Hoje, a marca é um dos empreendimentos de maior sucesso no Brasil e também uma das mais procuradas do setor de franquia. A primeira loja foi aberta em 1993, no bairro de Moema (SP) e, no mesmo ano, outras cinco unidades próprias foram inauguradas em São Paulo.
A rede China In Box totaliza 116 lojas instaladas em todas as regiões do País, incluindo duas na cidade de Guadalajara, México. No ano passado, foram inauguradas em média de 3 lojas por mês. Seu próximo passo é expandir a rede na Europa. O faturamento anual da China In Box no ano de 2000 ficou em R$ 25 milhões.
Hoje a rede vende, em média, nada menos que 1 milhão e 800 mil pratos de comida chinesa por mês e conta com um crescimento de 7% ao ano. Embalado por tamanho sucesso, Shiba partiu para popularizar a comida japonesa: abriu o Gendai, outra rede de franquias, que fatura R$ 1,4 milhão ao ano. “Era difícil encontrar comida japonesa no fast-food de um shopping. Foi daí que resolvi abrir o Gendai”, explica.
Dono de outros oito negócios, Shiba pretende investir agora no setor de confecção infantil. “Tenho uma filhinha de 3 anos e vejo o quanto ela usa de roupa. Acho que é um ramo promissor”, revela.
Além de empresário, Shiba é presidente da Comissão de Ética da Associação Brasileira de Franquias (ABF). “Meu intuito é tirar as maçãs podres do franchising”, afirma.
Para ele, investir em franquias ainda é o melhor negócio para quem quer começar em determinado ramo. “O índice de negócios que fecham são bem menores quando são franquias. O risco é mais baixo”, afirma.
Franquia China In Box
A metragem mínima é de 130m de área útil. Para sua operação são necessários entre 15 e 20 funcionários, incluindo entregadores. O capital mínimo para abertura da loja é de R$ 150.000,00 incluindo custos com obra civil, equipamentos, marcenaria, taxa de franquia, duas linhas telefônicas e estoque inicial. O capital de giro fica em torno de R$ 20 mil. A previsão de retorno é de aproximadamente 24 meses. Mensalmente, são destinados ao franqueador 8% do faturamento bruto da franquia, sendo 6% correspondentes a royalties e 2% ao fundo de propaganda.
Não existe uma fábrica para produção do cardápio China In Box. Cada loja possui sua própria cozinha. Os pratos são preparados no momento em que o cliente faz o pedido. Existe um treinamento aos cozinheiros para que o padrão seja seguido à risca, principalmente quanto aos temperos.
Por enquanto, a abertura de franquias China In Box no Estado de São Paulo está suspensa. Em outras localidades, a abertura está sendo administrada por Master Franqueados regionais.
Mais informações no site www.chinainbox.com.br
ou pelo e-mail:info@chinainbox.com.brLeia história de franquedo China in Box
· O bom negócio da comida chinesa - Delivery de São Paulo fatura cerca de R$ 80 mil mensaisFonte: Brasil Nippon
06/04/2006 - Casal investe em franquia de escola
Simone abriu a escola apenas cinco meses após voltar
Depois de 5 anos trabalhando em fábricas japonesas, Simone Sayuri Sano Santos, 33 anos, estava decidida ficar no Brasil definitivamente. Ao invés de comprar uma casa própria ou um carro, como faz a maioria dos dekasseguis que retorna ao País, após passar um primeiro período no Japão, Simone optou em iniciar seu próprio empreendimento. Aplicou as economias em uma franquia do Instituto de Ensino Kumon, em Osasco, assim que chegou no Brasil. “Antes de qualquer coisa eu precisava ter como me sustentar”, conta. A escola, hoje, já está com 110 alunos e ensina japonês, português e matemática.“Eu não queria era repetir o que acontecia com muitos parentes – eles compravam um imóvel, mas não tinham como se manter. Assim eram obrigados a voltar para o Japão”, explica Simone. A decisão de investir foi rápida. Apenas 5 meses após chegar ao Brasil, em 1997, já estava com as portas de sua franquia abertas.
Como muitos brasileiros, em 1992, Simone, então desempregada, foi tentar a vida no Japão junto com seu marido, José Henrique Peixoto dos Santos. “Fomos com o objetivo de ficar 3 anos, voltar e montar um negócio”, conta. Mas o tempo foi além das expectativas. O casal acabou ficando 5 anos para poder economizar R$ 50 mil, suficientes para abrir a franquia do Kumon.
Simone e seu marido ficaram a maior parte do tempo em Hiroshima, trabalhando em um clube de golfe. “Não foi fácil, trabalhávamos mais de 10 horas por dia”, conta a ex-dekassegui que só conseguiu começar a economizar depois de 3 anos no Japão. “Lá se ganha bem, mas também se gasta muito. Demoramos a juntar dinheiro”, comenta.
Além de dar duro todos os dias no clube, Simone foi obrigada a aprender o japonês. Segundo ela, em Hiroshima existem poucos brasileiros, e nas fábricas não há tradutores de português-japonês. “Tive de aprender tudo sozinha. Foi difícil, mas compensou”, conta. Hoje, o casal fala fluentemente a língua. “Esse se tornou nosso diferencial no Brasil”, afirma, satisfeita com o esforço.
Simone começou a pesquisar franquias através de jornais e revistas publicados em português no Japão. “Guardava diversos materiais para ir direto nos negócios que me interessavam , quando chegasse no Brasil”, conta. “Decidi que queria investir em alguma coisa que tivesse computador ou a língua japonesa, pois queria usar o que eu tinha de melhor, a fluência em japonês”, comenta.
A ex-dekassegui não mediu esforços para chegar onde está hoje. Ela e seu marido trabalham cerca de 12 horas para manter a escola. “Quando se tem um negócio próprio, é preciso batalhar mais que nas fábricas japonesas”, afirma. No início, o casal chegou a fazer do local de trabalho sua própria residência. “Nos acomodávamos pior que no Japão”, lembra. Hoje, com o retorno do empreendimento eles já conseguiram construir uma casa.
Simone utiliza muitas lições que aprendeu na convivência com os japoneses para dar uma alavancada nos negócios, entre elas, a forma de tratar os clientes. “Quando estava no Japão, comprei um aspirador de pó e todo mês essa loja me enviava um brinde. Isso me fazia voltar lá sempre”, lembra. O casal tenta aplicar essa filosofia em seu empreendimento. “Sempre faço um agrado para os pais e alunos”, revelando o segredo do seu negócio.
Simone listou 3 dicas para os dekasseguis que já pensam em voltar ao Brasil e investir:
1- “Primeiro, a pessoa tem de pensar como se sustentar no Brasil. A gente volta com tanta saudade e só pensa em passear, mais não é bem assim”
2- “Abrir um negócio exige paciência. É preciso lembrar que o dinheiro do Japão é diferente do brasileiro.”
3- “Perseverança. Não desista na primeira dificuldade.”Fonte: Brasil Nippon
22/03/2006 - Sebrae assina convênio com tevês para divulgar empreendedorismo
A expectativa é de que cinco milhões de telespectadores assistam aos programas que serão transmitidos por 80 canais em todo o PaísBeatriz Borges
Brasília - Levar educação empreendedora por meio da televisão a milhões de brasileiros. Esse é objetivo do convênio que o Sebrae assina com 14 emissoras, sendo duas redes, nesta quarta-feira (22), na sede da Instituição em Brasília.
A idéia do Projeto Sebrae TV Foco Orientação é disponibilizar seis séries de programas produzidos pelo Sebrae – Aprender a Empreender, Juntos Somos Fortes, Hora de Mudar, Central de Negócios, Parcerias de Sucesso e Negócios e Soluções – a essas emissoras para que sejam veiculados em suas programações diárias. A veiculação será feita de forma gratuita.
Ao todo, oitenta canais vão transmitir os programas. Essas emissoras são canais de TV por assinatura que englobam cerca de 1,5 milhão de assinantes em 20 estados brasileiros. De acordo com o coordenador do projeto no Sebrae Nacional, Marcus Vinícius Bezerra, muitas dessas emissoras são tevês comunitárias, universitárias, educativas, legislativas e, prioritariamente, empresas não-comerciais.
A expectativa é de que cinco milhões de telespectadores assistam aos programas, tendo acesso a um conteúdo que abrange o tema 'empreendedorismo' e trata de assuntos como, por exemplo, cooperativismo, gestão de pequenos negócios, compras conjuntas de empresas e parcerias que fortalecem pequenos empreendimentos.
O objetivo é que assistindo aos vídeos que o Sebrae produziu, o empreendedor tenha a possibilidade de melhorar sua performance profissional, planejar a abertura de sua empresa, buscar oportunidades de desenvolvimento na sua própria comunidade e encontrar soluções para os principais problemas.
"Essa ação faz parte da revolução no atendimento que o Sebrae tem priorizado no último ano e que quer, não apenas atender cada vez mais empreendedores, como também disseminar a cultura empreendedora e estreitar as relações com o mundo dos negócios a essas pessoas", afirma o coordenador.
Veja a relação das emissoras:
1. União Planetária - rede de 53 emissoras que atingem os estados do AC, AL, BA, CE, DF, ES, GO, MG, MT, PA, PB, PE, PR, RJ, RN, RS, SC e SP;
2. Assembléia Legislativa - rede de 14 emissoras nos estados AM, CE, DF, GO, MS, MT, PB, PE, PR, RN, RS, SC, SE e SP;
3. Senado – DF;
4. Comunitária de Brasília – DF;
5. Nacional – DF;
6. Comunitária de Goiânia – GO;
7. Câmara Municipal de João Pessoa – PB;
8. Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro – RJ;
9. Comunitária de Florianópolis – SC;
10. FURB – SC;
11. Mackenzie – SP;
12. Nova TV – SP;
13. Comunitária Assis – SP;
14. Comunitária de Fortaleza - CE.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494
20/03/2006 - A ABD estara organizando em abril o curso basico de postura profissional, lingua e cultura japonesa em Curitiba-PR
Começa em abril, em Curitiba-PR, o "Curso básico de postura profissional, língua e cultura japonesa para dekasseguis" promovido pela Associação Brasileira de Dekasseguis – ABD. Este curso é destinado as pessoas que desejam ir trabalhar no Japão pela primeira vez, pois ensina questões básicas para que possam se adaptar melhor na sociedade japonesa e no trabalho. "Neste curso vamos ensinar a escrita e a conversação básica na língua japonesa para que o dekassegui possa se virar no Japão" comenta Maria Helena Uyeda, presidente da ABD ao explicar que o participante também vai aprender sobre o comportamento dentro de uma fabrica para que, com estes conhecimentos, possa amenizar as dificuldades na chegada ao Japão. Ministrado voluntariamente pela professora Irene Eguchi, que morou 6 anos e meio no Japão, o curso tem duração de dois meses, dividido em dois módulos e será ministrado duas vezes por semana, as terça e quintas-feiras, das 9 às 10h30. Com este projeto visa ajudar os dekasseguis, será cobrado R$ 25,00 de cada modulo, (este custo serve para pagar despesas de material e de local). Este é o segundo curso básico de japonês promovido pela ABD pois antes a professora Teruko Beltrão, que faleceu este ano, ministrava voluntariamente outro curso. Mais informações pelo telefone (0**41) 3233-8449 – ou pelo e-mail abd@abdnet.org.br
Fonte: ABD17/03/2006 - Montar um pequeno negócio geralmente é o destino certo de brasileiros que regressam de outros países.
Belém/PA - Depois de viver muito tempo no exterior, a tendência é que essas pessoas procurem montar empresas e trabalhar naquilo que sempre tiveram vontade.
Mas por estarem tanto tempo fora do País, não conhecendo a realidade de mercado e sem muitas informações sobre como empreender, é comum também que essas empresas não obtenham êxito. Foi pensando nesse mercado, que o Sebrae assinou desde o ano passado um convênio com o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento – que visa capacitar cerca de 10 mil pessoas entre os que vivem no Japão e os que já regressaram ao Brasil. O convênio, assinado em abril, prevê o investimento de U$ 3,1 milhões durante quatro anos na realização de cursos presenciais e via Internet para estimular a capacidade empreendedora dessas pessoas e promover encontros e seminários que abordem o tema.O convênio foi assinado em 2005, durante a Conferência de Okinawa, ilha ao sul do Japão, e contou com a presença do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, do presidente do BID, Enrique Iglesias, do coordenador do Projeto Dekasseguis na Associação Brasileira de Dekasseguis - ABD, Kiyoharu Miike, integrantes da comitiva do Sebrae, diplomatas, e representantes de instituições e comunidades brasileiras no Japão. Integraram a missão do Sebrae ao Japão, além do presidente do Sebrae Nacional, o assessor de assuntos internacionais, Renato Caporali, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Mato Grosso do Sul, Manoel Catarino Paes, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Pará, Fernando Yamada e a diretora-superintendente do Sebrae no Pará, Lecy Garcia.
O projeto está sendo implantado em alguns Estados com as maiores colônias japonesas, a exemplo de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Pará. “A idéia é apoiar as pessoas que deixaram o País em busca de melhores oportunidades e que hoje são responsáveis pelas maiores remessas de recursos que chegam ao Brasil oriundos de outros países”, comentou a superintendente ao se referir à pesquisa realizada pelo Sebrae e a Associação Brasileira de Dekasseguis – ABD, que traçou o perfil dos dekasseguis de uma forma muito ampla. O resultado da pesquisa serviu como base para o Programa de Apoio ao Dekassegui Empreendedor.
A pesquisa pioneira foi aplicada no Brasil e no Japão e mostrou que metade dos nipo-brasileiros que emigram ao Japão para trabalhar têm a intenção de regressar ao Brasil para abrir um negócio próprio.
Pesquisas do BID apontam ainda que em 2003 mais de US$ 38 bilhões foram enviados via remessa às Américas, dos quais o Brasil recebeu US$ 5,2 bilhões.
Dekasseguis são campeões de remessa
A comunidade dekassegui representa um contingente de 268 mil pessoas e que enviam em torno de US$ 2 bilhões/ano ao Brasil, número relevante para a economia local por representar cerca de 68% das remessas de todos os brasileiros que exercem atividades no exterior.
Em vista disso, a idéia do projeto é possibilitar que os dekasseguis fiquem atentos às inovações tecnológicas e gerenciais que captam no Japão e possam aplicá-los no Brasil, investindo em nichos de mercado mais demandados aqui.
Atualmente, existem no Japão aproximadamente 275 mil brasileiros, sendo que pelo menos dois mil já possuem algum empreendimento por lá. Cerca de dez mil retornam ao Brasil todos os anos. O projeto, segundo Paulo Okamotto, presidente do Sebrae, se encaixa como uma luva nas missões do Sebrae. “Entre essas missões destacamos a capacitação empresarial em geral, orientação ao empresário que busca criar ou ampliar seus negócios, oferecendo soluções em educação empreendedora e em tecnologia, promovendo iniciativas inovadoras. Temos nessa direção mais de 200 produtos, programa e serviços”, observou.
O coordenador do Projeto Dekasseguis na ABD, Kiyoharu Miike, afirmou que essa iniciativa vai possibilitar que os dekasseguis tenham mais subsídios e acompanhamento para investir num pequeno negócio no Brasil e obter êxito com isso. “A grande idéia é que essas pessoas percebam que podem transformar sua poupança em capital e investi-lo no Brasil”. No convênio, cada instituição será responsável por 50% dos recursos necessários ao projeto, o que equivale a US$ 1,55 milhão para cada.
Metade dos dekasseguis querem montar seu próprio negócio no Brasil
O Projeto Dekassegui será desenvolvido durante os próximos quatro anos e atenderá especialmente as comunidades mais populosas de imigrantes japoneses e onde moram o maior número de dekasseguis. O Sistema Sebrae será o responsável pela implantação e gestão do projeto, constituído por capacitações em empreendedorismo, encontros e seminários.
A expressão “dekassegui” refere-se aos migrantes japoneses da segunda geração, nascidos no Brasil, que optam por viver e trabalhar temporariamente no Japão, visando poupar dinheiro. Ao pé da letra, Dekassegui significa “temporário” e, a princípio, era usado para fazer referência aos japoneses que imigravam de uma província para outra dentro do próprio país em busca de melhores oportunidades. Segundo estudo recente do BID, um entre cinco dekasseguis retornam ao Brasil, após cinco anos, em média.
A maioria abre pequenos negócios no País com a poupança gerada no Japão. Dados do BID apontam que no fim de 2002 viviam cerca de 270 mil imigrantes brasileiros no Japão, tornando a comunidade brasileira a terceira maior de imigrantes naquele país, depois dos coreanos e chineses.
Moram hoje no Japão, segundo o Banco Santander, cerca de 275 mil dekasseguis, número que deve subir para 300 mil este ano. Trata-se da maioria dos latinos na região, seguida dos peruanos, cujas remessas para o País somaram US$ 365 milhões ano passado.
O programa oferecerá aulas que vão de como escolher melhor o fornecedor até ferramentas de gerência do caixa da empresa. Dados do Sebrae mostram que a taxa dos brasileiros que imigram para o Japão, voltam, abrem um negócio e fecham em menos de um ano está hoje acima da média nacional de 46%.
Os dekasseguis que voltam para o Brasil e fracassam na tentativa de abrir um negócio no primeiro ano são 55% do total. “Pensando nisso, percebemos que muitos brasileiros precisam de noções de gerência de negócios e administração de pequenas empresas”, diz Lecy Garcia.
Associação Pan-Amazônia apóia o projeto
Para o presidente da Associação Pan-Amazônia Nipo-Brasileira, Shigeyoshi Ono, ações como essa são muito importantes não somente para os que estão voltando ao Brasil, mas para toda a sociedade em geral, uma vez que o programa visa a geração de emprego e renda. “Nenhum empreendedor vai trabalhar sozinho, ele vai precisar de colaboradores e gerar emprego”, lembra Ono ao ressaltar que nunca houve nenhum projeto nesse sentido.
Fundada há 47 anos, a Associação congrega japoneses e descendentes que vivem no Pará, Amapá, Maranhão e Piauí e conta com 600 sócios em 21 unidades municipais. “Já estamos com uma rede para montar uma cadeia de produção”, comenta Shigeyoshi Ono, para quem o projeto Dekassegui Empreendedor não deve ser voltado somente para os que já retornaram do Japão, mas também para os que desejam ir. “Muitos foram, ganharam, dinheiro e quando voltaram, gastaram tudo e tiveram que retornar de novo. Se tivessem tido uma preparação, evitaria o retorno”, comentou.
Segundo o presidente da Associação, o grande problema dos dekasseguis que retornam é a perda da noção de mercado local, o que levou a entidade a preparar um projeto que atenda essa demanda antes mesmo de ir para o exterior.
O diretor financeiro da Associação, Nelson Vesugi - ele mesmo um dekassegui - lembra que muita gente que deixa o País em busca de melhores condições para juntar dinheiro, depois que retorna ao Brasil, acaba tendo que voltar novamente para o Japão por falta de um amparo por aqui.
Daí, segundo ele, a importância do projeto. “Com a orientação, o negócio tem mais possibilidades de dar certo, o que é muito bom, porque vai gerar um recurso certo para o País”, lembra o engenheiro civil, paraense descendente de japoneses, que foi para o Japão junto com a esposa. em 1992 onde trabalhou por 15 meses em uma fábrica de papel higiênico. “Ninguém vai pra lá porque quer, mas pela necessidade, todos que chegam sempre querem retornar para o Brasil”, lembra Vesugi ao ressaltar que decidiu ir em um momento certo e retornou no momento certo também.
Hoje ele é dono de uma empresa de produtos descartáveis e mantém uma plantação de pimenta do reino e criação de frango de corte em Igarapé-Açu.
Quando seguiu para o Japão, Nelson Vesugi era recém-casado e pôde somar às economias a renda da esposa. “Tinha um objetivo definido, por isso, com as duas rendas, juntei em pouco mais de um ano o que levaria três anos para conseguir se tivesse ido sozinho”, lembra Nelson ao observar que a maior dificuldade que teve ao retornar foi a falta de referencial no mercado quanto a preços e custo de vida. “À princípio me senti desnorteado, demorei cerca de seis meses para me readaptar”.
Akihito Shimokozono é diretor executivo da Associaçõo e passou 13 anos trabalhando no Japão, onde nasceu, sem nunca ter deixado de pagar o INSS e de manter em dia suas obrigações de cidadão brasileiro, necessidade para a qual a Associação sempre alerta para que, ao retornar, o dekassegui não tenha nenhum problema nesse sentido. “O dekassegui que chega no Japão não pode escolher trabalho, daí muita gente que tem curso superior no Brasil aceita qualquer trabalho por lá, principalmente os trabalhos que os japoneses não querem fazer”, lembra Shimokozono ao ressaltar que se faz necessário também um acompanhamento psicológico para quem deixa o País para tentar a vida lá fora.
Segundo a Associação Pan-Amazônia Nipo-Brasileira, existem na região cerca de quatro mil pessoas que já foram e retornaram do Japão e os que estão no Japão sentem necessidade de saber como está o mercado brasileiro. “Todos que vão sentem saudades mas querem saber o que os espera no Brasil para poder se preparar melhor para o tão esperado retorno”, conclui Vesugi.
Fonte: Sebrae- Pará13/03/2006 - Criada comissão Imin 100 em Curitiba
Para preparar a comemoração curitibana dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil, que acontece em 2008, foi lançada em 6 de março a Comissão Imin 100 – Sul do Paraná.
O lançamento ocorreu no Hotel Rayon, com a presença de cerca de 120 pessoas entre autoridades, políticos e representantes das entidades nipo-brasileiras de Curitiba.
“Com a formação da comissão iniciamos em Curitiba a contagem regressiva para a comemoração dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil”, disse o prefeito Beto Richa ao lembrar da trajetória desta comunidade, que iniciou em 1908 com a chegada dos primeiros imigrantes.
“Aprendi a admirar os orientais com meu pai (José Richa), pois desde pequeno ouvia ele falar sobre o respeito que tinha pelos japoneses”, disse ao explicar que a amizade com os nipo-brasileiros vem desde a época em que morava em Londrina quando praticou um pouco de beisebol e nadou na piscina da Acel.
Richa falou sobre o início do caminho percorrido pelos japoneses na região Sul, pois os primeiros imigrantes passaram pela capital do Paraná já em 1909 (um ano após a chegada dos pioneiros), em 1912 foi instalada a primeira casa japonesa em Curitiba e em 1917 os japoneses (as famílias Hara e Yassumoto) compraram em Antonina as primeiras terras no Paraná. “Os japoneses ajudaram muito no desenvolvimento de nossa cidade”, observou ao informar que Curitiba abriga hoje a segunda maior comunidade nikkei do Brasil.O cônsul do Japão, Hirotsugu Hagiuda, parabenizou a formação da comissão curitibana do Imin 100 que vai poder mostrar a contribuição da comunidade nikkei desde a chegada dos imigrantes ao Brasil.
“E estes festejos também devem ampliar o intercâmbio entre Japão e Brasil.”
“Não devemos ver o centenário como uma homenagem a uma geração heróica que desapareceu com nossos pais e avós, mas sim tê-los como exemplo para que se mantenha o legado deixado, como o respeito, ética, trabalho, disciplina e confiabilidade”, enfatizou Jorge Yamawaki, presidente da Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba – Nikkei Curitiba, entidade que promoveu o evento. Ele explicou que a comissão será formada por representantes de todas as entidades nipo-brasileiras da região Sul (culturais, esportivas, religiosas, e kenjin-kais), que vão decidir quais atividades serão desenvolvidas.Para o ex-prefeito Cássio Taniguchi o Imin 100 é representativo para a busca de identidade dos nikkeis, pois “hoje já estamos na sexta geração e muito integrados na sociedade brasileira com a miscigenação com várias etnias e devemos procurar esta identidade”. Segundo ele, é preciso aproveitar este momento também para aumentar a integração bilateral, ampliando as relações comerciais entre o Brasil e Japão.
“Temos que mostrar como nossa comunidade contribuiu para o crescimento e desenvolvimento do Brasil nestes 100 anos”, disse o vereador Rui Hara ao informar que será feito um censo socioeconômico e cultural no Paraná para retratar a evolução da comunidade até os dias atuais, mostrando quantos médicos nikkeis atuam, quantos comércios existem, quanto os nikkeis ajudam a produzir na área agrícola no Estado, etc.. “Este censo será um motivo de orgulho para nossos avós que tanto lutaram para que pudéssemos hoje ser uma comunidade respeitada na sociedade brasileira.”
O deputado estadual Luís Nishimori observou que o Imin 100 será uma oportunidade para agradecer a nação brasileira que acolheu tão bem os imigrantes japoneses. Ele informou que no início do ano foi feita uma assembléia onde foi constituída uma entidade para preparar a comemoração do Imin 100 e que já estão sendo preparadas algumas ações como o Cefet em Londrina, o Parque do Japão em Maringá e o Parque do Imperador em Curitiba, além de atividades esportivas. “Inclusive, em 2008, temos confirmado que três equipes de beisebol do Japão virão ao Brasil.”
Eduardo Sakamoto, representando a presidente da Comissão Imin 100 de São Paulo, Chieko Aoki, comentou que os eventos organizados para a comemoração do centenário devem despertar e atrair o interesse dos governos e da população do Brasil e do Japão. “Sabemos que 20% da população nikkei vive no Estado do Paraná”, lembrou ao afirmar que as festividades em todo o Brasil deverão fortalecer o sentimento de união e fraternidade entre a comunidade.
Objetivo é dar encaminhamento para a realização das comemorações na cidade.Além da comissão formada pelas entidades nikkeis, a Prefeitura Municipal de Curitiba também homenageou a comunidade nipo-brasileira com a formação de uma comissão especial do governo municipal. Durante o evento do Hotel Rayon, o prefeito Beto Richa assinou o Decreto 196 que institui a “Comissão Especial com o objetivo de dar encaminhamento e as providências necessárias para a realização das comemorações na cidade de Curitiba do centenário da imigração japonesa no Brasil”.
Em seguida, ele assinou o Decreto 198, que designa a “Comissão especial para a realização das comemorações na cidade de Curitiba do centenário da imigração”, que será presidida por Maurício Eduardo Sá de Ferrante, secretário do governo municipal.
Esta comissão será formada por diversas secretarias municipais como a Extraordinária de Relações Internacionais e Cerimonial, Educação, Abastecimento, Meio Ambiente, Comunicação, Assuntos Metropolitanos, Turismo, Fundação Cultural, Urbs, IPPUC e Companhia de Desenvolvimento de Curitiba. Também participará dessa comissão um representante da Câmara Municipal de Curitiba, no caso já foi designado o vereador Rui Hara e dois representantes da comunidade nipo-brasileira, que são o presidente do Nikkei Curitiba, Jorge Yamawaki e o ex-deputado Antônio Ueno.
Fonte: Paraná Shimbun
07/03/2006 - CPMI da Emigração Ilegal investiga situação de brasileiros no Japão
Brasília - Integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Emigração Ilegal estão no Japão desde do início da semana para conhecer a situação dos brasileiros que vivem no país. A maioria é descendente de japoneses.A comitiva programou visitas a comunidades de dekassegui (como são conhecidos no país) em Tóquio e Nagoya e aos presídios das duas cidades. Estão previstos ainda encontros na Embaixada do Brasil, contatos com autoridades do governo japonês e do Conselho de Cidadãos do Consulado-geral brasileiro no país.
Os parlamentares permanecem no Japão durante toda a semana. O grupo é liderado pelo senador Marcelo Crivela (PMR-RJ) e pelo deputado João Magno (PT-MG). Eles receberam denúncias de que os brasileiros têm enfrentado discriminação nas escolas japonesas e dificuldade no acesso ao sistema de saúde.
Estima-se que 300 mil dekasseguis vivam no Japão. Por causa da dificuldade em conseguir emprego, tem aumentado o número de brasileiros presos por pequenos roubos. A maior parte dos dekasseguis trabalha nas indústrias automobilísticas, de componentes eletro-eletrônicos e de alimentação. Os salários estão na faixa de U$ 10 a hora, com uma rotina de aproximadamente 10 horas por dia.
Fonte: JN
07/03/2006 - Quase três milhões de brasileiros trabalham fora do país. A maior parte deles em condições de ilegalidade. São brasileiros que estão temporariamente descobertos em seus direitos porque não são reconhecidos pelo país de destino.
Esses brasileiros costumam trabalhar em média 18 horas por dia para pagar suas dívidas e constituir um patrimônio. E acabam sendo alvo da intolerância dos mais conservadores que os acusam de estar roubando seus empregos.
Esses emigrantes brasileiros são também responsáveis por um aporte de recursos bilionário na economia brasileira. Só no ano passado, eles remeteram ao Brasil de forma legal cerca de 12 bilhões de reais. Quantia que pode ser multiplicada por dois se forem contabilizadas as remessas ilegais.
É, portanto, uma questão política, social e econômica relevante e que merece um diagnóstico profundo. Investigar esse universo é o que se propõe a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Emigração. Embora sem os holofotes da mídia voltados para ela, a CPI mista tem atuado e proposto projetos que podem facilitar a vida dos brasileiros que trabalham no exterior.
O deputado Neucimar Fraga explica que a CPMI trabalha em várias frentes. Uma delas é a mudança da legislação criminal brasileira. Com a mudança, a intenção é criar mecanismos que evitem que brasileiros se tornem presas fáceis para pessoas inescrupulosas.
"Estamos mudando nossa legislação sobre emigração. Existem crimes que estão sendo cometidos pelos coiotes e agenciadores que não estão previstos no nosso Código Penal. A CPMI já protocolou um projeto de Lei no Senado alterando a legislação sobre emigração, para que possamos tipificar alguns crimes praticados por traficantes de seres humanos que não estão previstos no Código Penal e que deixam impune e crescente esse problema."
A CPI mista também quer propor melhores condições de atendimento nos consulados e embaixadas aos brasileiros que estão hoje no exterior. Para o relator da Comissão, João Magno, o Governo brasileiro não está preparado para lidar com a questão social dos emigrantes.
O relator, acompanhado por outros deputados e senadores, já visitaram algumas cidades dos Estados Unidos nas quais é forte a presença de brasileiros. João Magno relata o que ouviu dos brasileiros em sua viagem.
"São vários os problemas sociais dos brasileiros lá. Existe uma desassistência. Principalmente no período de frio, nas regiões mais frias. A situação é um tanto grave. Porque falta trabalho às pessoas. Às vezes ficam três meses sem trabalhar. Na região de Nova York e Nova Inglaterra, tem ocorrido uma situação de super-oferta de trabalhadores e menos empregos. Isso gera problemas. É preciso que as igrejas evangélicas e católicas façam campanha para dar alimentos a essas pessoas. Às vezes se encontram pessoas mortas em furgões. Evidentemente que o Governo brasileiro não deve dar as costas aos brasileiros que lá estão. Para isso, precisa planejar uma ação de cidadania para os que estão lá."
Em seu relatório final, João Magno diz que fará um pedido ao Governo brasileiro para que tome algumas medidas de apoio, como a criação de políticas públicas para o emigrante e para os familiares do emigrante.
"Nosso relatório propõe ações governamentais. É preciso criar uma Secretaria do Emigrante, alocada no ministério do Planejamento, para que se possa pensar políticas públicas visando com que o país valorize esses dólares que estão entrando no país."
João Magno entende que o Brasil deve exigir do Governo norte-americano, através das vias diplomáticas, mais consideração e respeito com os brasileiros que contribuem para desenvolver a economia daquele país.
"O Brasil deve se posicionar junto ao Governo Bush cobrando uma posição ao direito dos brasileiros que lá estão. Carteira de motorista, seguro social, que o Bush cortou nos últimos meses. Tudo isso eu acho que devemos cobrar ao Governo brasileiro para que ele coloque em uma mesa de negociação junto ao governo norte-americano."
O esforço diplomático também envolve relacionamento entre parlamentares dos dois países, como explica o relator.
"Tem um projeto chamado Westwork que tem haver com os imigrantes que trabalham naquele país. Eles querem regularizar a situação de 500 mil imigrantes. Nós queremos garantir que a negociação seja colocada para os brasileiros também. Hoje o Brasil só tem direito de mandar com vistos legais para o trabalho naquele país 6 mil brasileiros por ano. Por que a China pode mandar 60 mil, as Filipinas 40 mil e o Brasil só 6 mil? Nós queremos ampliar para 30 mil. A votação desse projeto no Congresso norte-americano dá essa abertura para viabilizar as negociações. O senador Ted Kennedy se comprometeu a vir ao Brasil para tratar desse assunto assim que passarem as eleições lá. Ele se comprometeu a dar um apoio que os brasileiros possam ser respeitados naquele país pelo potencial de trabalho que têm."
A questão do acesso à educação nos Estados Unidos também está na pauta da Comissão, diz o relator.
" Hoje, o filho do brasileiro ilegal, para estudar , tem que pagar quase que três vezes o valor da anuidade. Isso pesa para os brasileiros porque é uma conta em dólar."
João Magno afirma que quando o presidente Lula fez sua campanha para presidente, ele esteve em Nova York e Boston, e assinou uma carta de compromisso com os brasileiros que estão lá.
Embora seja do mesmo partido do presidente, o Partido dos Trabalhadores, João Magno afirma que as ações do Governo para os emigrantes são ainda tímidas, mas ele destaca pequenas mudanças.
"Algumas coisas avançaram, outras estão tímidas. Por exemplo, os brasileiros pagavam até 8 a 10 por cento quando mandavam recursos legais para o país. Essa situação mudou. Os brasileiros estão conseguindo mandar os recursos de forma legalizada, com taxas em torno de 2,5 por cento pela Caixa e de 2,3 % pelo Banco do Brasil."
A CPI da Emigração agora quer focar seus trabalhos nos brasileiros que vivem na Europa. A questão da prostituição de brasileiras na Europa é a prioridade.
"Nós faremos também uma diligência nesses países para propor um novo acordo, propor ao Governo brasileiro uma nova abordagem principalmente sobre a questão da prostituição. Porque na Itália, Espanha e Portugal a incidência de mulheres brasileiras para a prostituição tem sido preocupante. Nós entendemos que não pode ser mais protelado. Nós vamos nos reunir com autoridades espanholas e vamos propor uma ação concreta pelo Governo brasileiro também."
Na sequência, também serão analisadas as denúncias de exploração de trabalhadores brasileiros no Japão.
"Temos uma audiência em São Paulo para tratar da situação dos dekasseguis, os filhos de imigrantes japoneses no Brasil que estão trabalhando no Japão. São cerca de 260 mil que tem visto de trabalho no Japão. Há denúncias gravíssimas de que estão sendo explorados. Vamos ter subrelatorias para essa questão."
E por fim, a CPI se voltará para a grave situação dos trabalhadores estrangeiros que estão ilegais no Brasil. João Magno entende que nada se pode exigir de governos de outros países se os próprios empresários brasileiros exploram a mão-de-obra estrangeira de forma aviltante.
"Nós vamos nessa audiência de SP tratar desse capítulo particular, principalmente com relação à escravidão que se faz no porão de fabriquetas de costura em SP. Mulheres bolivianas sendo exploradas, pagas a 150 reais e sem direito a sair para poder respirar. O Brasil se quer ser respeitado em outros países, é preciso fazer por merecer. Nós temos que ter um mínimo de organização e respeito pelos imigrantes que aqui estão. Os empresários estrangeiros não têm o direito de fazer escravidão aos bolivianos, paraguaios ou colombianos."
O relatório final da CPI da Emigração está previsto para ser apresentado em março do próximo ano.
De Brasília, Eduardo Tramarim
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27/02/2006 - Integrantes de CPI ouvirão reivindicações de brasileiros no Japão
Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Emigração Ilegal vão encontrar muitos problemas na comunidade brasileira que mora no Japão (os dekassegui), principalmente em relação à discriminação nas escolas, à inserção na comunidade japonesa e também na questão do tratamento de saúde. A afirmação é da psicóloga e psicanalista Taeco Toma Carignato.
Ela costuma atender brasileiros que retornaram do Japão com "transtornos psiquiátricos graves". E aconselha os integrantes da CPMI a "escutarem os brasileiros, ouvirem suas queixas e reivindicações, visitarem as comunidades brasileiras e as escolas, para verificar o tratamento dado às crianças, além de dialogarem com as autoridades japonesas para melhorar as condições de vida dos dekassegui".Segundo Taeco Carignato, os brasileiros sofrem discriminação no Japão até mesmo por serem estrangeiros. "Os japoneses são xenófobose os brasileiros descendentes de japoneses são considerados estrangeiros por eles", disse. A psicanalista informou ainda que os brasileiros vivem em comunidades onde é pequena a participação dos japoneses. E as crianças, muitas vezes, são maltratadas até fisicamente nas escolas pelos colegas, por serem diferentes e por não dominarem o idioma.
Os problemas de mudança de cultura têm causado experiências traumáticas aos brasileiros, informou a psicanalista, porque eles enfrentam também os problemas do isolamento e do trabalho excessivo: "Isso provoca crises graves, às vezes passageiras, mas que precisam de tratamento e atenção".
Mesmo reconhecendo que os brasileiros residentes no Japão sofrem algum tipo de discriminação na escola, o presidente do Isec (Instituto de Solidariedade Educacional e Cultural), Reimei Yoshioka, disse que a maioria deles está bem e não pretende voltar para o Brasil. "Existem alguns problemas de dificuldade de inserção dos brasileiros no sistema previdenciário japonês e, também, a dificuldade de inserção das crianças nas escolas, pela dificuldade com o idioma", disse.
Segundo Yoshioka, embora existam mais de 300 mil brasileiros descendentes de japoneses ou com dupla nacionalidade morando no Japão, o número de presos é pequeno ? pouco acima de duas centenas, estimou. E as prisões ocorrem por pequenos delitos, atingindo os que não se adaptaram ao emprego ou à escola, acrescentou.
Reimei Yoshioka disse também que quase todos os brasileiros trabalham nas indústrias automobilísticas, de componentes eletro-eletrônicos e de alimentação. Os salários, segundo ele, estão na faixa de U$ 10 a hora e o trabalhador trabalha em torno de 10 horas por dia.
Os parlamentares da CPMI da Emigração Ilegal que viajaram hoje (27) vão passar uma semana no Japão para manter contatos com autoridades do governo e com a comunidade de dekasseguis nas cidades de Tóquio e Nagoya. A agenda dos parlamentares inclui também contatos com a Embaixada do Brasil e com representantes do Parlamento japonês, dos ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Educação, e da Agência Nacional de Polícia, além de visitas a presídios.
O senador Marcelo Crivela (PMR-RJ) e o relator, deputado João Magno (PT-MG), lideram a comitiva brasileira.Agência Brasil
02/12/2005 - CPI da EmigraçãoCPI debate problemas dos brasileiros que vivem no Japão
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Emigração Ilegal realizou audiência pública nesta sexta-feira (2) em São Paulo para debater a situação dos dekasseguis, os brasileiros descendentes de japoneses que vão trabalhar no Japão. Foram ouvidas lideranças da comunidade de origem japonesa na capital paulista, além de dekasseguis que voltaram ao Brasil. A audiência foi acompanhada pelo cônsul do Japão em São Paulo, Akira Kusunoki.
De acordo com o deputado Hidekazu Takayama (PMDB-PR), integrante da CPI, a maior dificuldade dos dekasseguis é a adaptação à sociedade japonesa, principalmente por parte dos mais jovens. O fato de a maioria dos empregos para brasileiros serem temporários e de baixa especialização leva os dekasseguis a mudarem constantemente de cidade, o que torna ainda mais difícil a integração social.
Takayama informou que existem perto de 1.500 brasileiros presos no Japão; a maior parte deles são menores de idade. Pouco integradas à sociedade local, encontrando dificuldades com a língua, muitas crianças acabaram cometendo pequenos delitos. A sugestão do deputado é criar escolas para os brasileiros, onde os filhos dos dekasseguis possam estudar e aprender as línguas portuguesa e japonesa. Ele disse acreditar na possibilidade de firmar parcerias entre o governo brasileiro e prefeituras locais para viabilizar a idéia.
Integrantes da CPI da Emigração Ilegal podem viajar ao Japão para averiguar de perto as condições de vida dos dekasseguis. Atualmente existem aproximadamente 300 mil brasileiros vivendo em cidades japonesas, principalmente nas regiões de Nagoya e Hamamatsu. De acordo com o deputado Takayama, o Banco Central calcula que eles enviam para o Brasil, anualmente, pouco mais de US$ 2 bilhões.
Fonte: Agencia Senado (Moisés Nazario / Repórter da Agência Senado)
10/02/2006 - Conflitos sociais: Koizumi teme entrada de mais imigrantes
Junichiro Koizumi, primeiro-ministro do Japão, mostrou-se temeroso quanto a suprir a falta de mão-de-obra no arquipélago permitindo a entrada de mais imigrantes.O governante acredita que a idéia de superar a deficiência de pessoal aumentando o número de trabalhadores estrangeiros “deveria ser tratada com mais cautela” devido aos conflitos sociais causados pelo fluxo migratório acima de “um certo ponto”.
Atualmente, vivem no Japão cerca de 1,9 milhão de estrangeiros. As comunidades mais numerosas são as de coreanos, chineses, brasileiros, filipinos e peruanos.
07/02/2006 - J-Pop: Consulado-Geral e Fundação Japão promovem uma Caravana de Karaokê pelo Brasil
A Fundação Japão com assessoria cultural do Consulado-Geral do Japão de São Paulo vem disseminando a música pop japonesa, J-Pop, e incentivando o aprendizado do idioma nipônico entre os jovens brasileiros através da Caravana de Karaokê Brasil 2006.
A Caravana dispõe de uma van transformada em Karaokê-Móvel, equipada com DVD-player, microfones e telão. O projeto já passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e ainda passará por Londrina, Porto Alegre, Belém e Salvador, até 26 de março, quando será realizada a Etapa Nacional do Concurso de Karaokê, reunindo os participantes de melhor desempenho na caravana.
O evento apresenta sucessos dos principais artistas jovens japoneses e demonstra que o karaokê, além de desenvolver a memória, o raciocínio e a concentração, também traz um painel amplo e atual da cultura jovem do Japão.
Entre os artistas japoneses apresentados em DVD durante o projeto brasileiro, destaque para: Ken Hirai, Utada Hikaru, Ai Otsuka, Ayumi Hamasaki, Rimi Natsukawa, Aiko, Aya Matsuura, Mika Nakashima e bandas, como: Orange Range, Pornograffitti, Mr. Children, Exile, Ketsumeishi, B’z e L’Arc-en-Ciel.
25/01/2006 - Nikkey Express: Intercâmbio de estudantes brasileiros do Japão para a Oceania
A Agência Nikkey Express, localizada em Nagoya, oferece intercâmbio do Japão para a Austrália ou Nova Zelândia aos estudantes brasileiros no arquipélago.
Como o visto estudantil australiano permite o trabalho temporário, o jovem que optar por um dos 100 cursos disponíveis pode vivenciar uma cultura diferente, aprimorar o idioma inglês, avançar nos estudos especializando-se através de cursos técnicos, faculdades, pós-graduações e ainda, de quebra, garantir um pé-de-meia.
Maiores informações pelo fone: 052-204-8833
24/01/2006 - Consulado-Geral do Japão doa US$ 70 mil à escola no Rio Grande do Sul
Como parte das comemorações do Cinqüentenário da Imigração Japonesa no Rio Grande do Sul, em 2006, e das proximidades do Centenário da Imigração no Brasil, em 2008, o Consulado-Geral do Japão em Porto Alegre doou US$ 70.815 para a reforma da Escola Municipal Rural do Taim.
O cônsul-geral, Hajime Kimura, declarou ter se inspirado no ofício de seu pai no arquipélago na hora de optar por financiar um projeto educativo junto a uma comunidade de pescadores.
23/01/2006 - Consulado-Geral do Brasil em Nagoya realizará atendimento itinerante em Suzuka
O Consulado-Geral do Brasil em Nagoya estará em Suzuka, no próximo dia 26 de fevereiro. Aproveite esta data para regularizar a sua documentação sem perder o dia de serviço. As senhas serão fornecidas ao público das 9:00h às 12:00h.
Comparecendo ao itinerante, documentações de procuração, registro de nascimento, registro de casamento, registro de óbito alistamento militar e certificado de vida serão emitidas e devolvidas no mesmo dia. Para tanto é necessário ir munido de passaporte, RG, CIC e "gaikokujin tooroku shomeisho".
Atendimento itinerante em Suzuka
Escola Alegria do Saber
Mie-Ken Suzuka-Shi Douhaku 5 Chome 23-29fonte: Consulado-Geral do Brasil em Nagoya
06/01/2006 - Via São Paulo - Tóquio: Varig suspende operações para o Japão mantidas há quase 40 anos
Via São Paulo - Tóquio: Varig suspende operações para o Japão mantidas há quase 40 anos A Varig suspenderá a partir do próximo dia 14 uma de suas rotas mais tradicionais, a São Paulo – Tóquio, mantida há quase 40 anos.
A empresa continuará operando os trechos referentes a São Paulo – Los Angeles e São Paulo – Munique. Destas cidades, o restante do percurso ficará a cargo da All Nipon Airlines (ANA) e da Lufthansa, respectivamente.
05/01/2006 - Acompanhamento diferenciado: Escolas em Gunma contarão com psicólogos brasileiros
Fonte: 40graus
A partir de abril será colocada em prática uma importante iniciativa do governo da província de Gunma, levada à frente com a colaboração da Agência de Cooperação Internacional do Japão – Jica.
Dois psicólogos brasileiros serão contratados e atuarão junto às crianças da comunidade dekassegui auxiliando-as na adaptação ao sistema de ensino das escolas e creches japonesas.
04/01/2006 - Número de divórcios cresce entre aposentados japoneses
O cenário de uma das novelas mais populares do Japão, em que a mulher de um recém-aposentado pede o divórcio de surpresa, reflete um fenômeno que pode crescer entre a geração do pós-guerra no Japão."Temos cada vez mais casos como este", disse Atsuko Okano, do grupo Carat Club, que presta serviços de aconselhamento de divórcio.
"As mulheres estão se tornando mais independentes. Quando os maridos se aposentam, elas percebem que têm 20 ou 30 anos de vida pela frente e não querem continuar como antes."
Com uma nova lei permitindo que ex-mulheres exijam metade da aposentadoria dos maridos, que entrará em vigência a partir de 2007, a mídia local está advertindo para um possível disparo de casos de divórcios.
O número de separações no Japão cresceu rapidamente nos últimos 20 anos e chegou ao pico de 290 mil em 2002, e os divórcios de casais juntos por mais de 20 anos cresceu ainda mais.
Os números vêm caindo, mas comentaristas especulam que as mulheres -- que na maioria dos casos iniciam os processos de divórcio -- estejam esperando até 2007.
Muitos homens não têm amigos nem outras atividades e acabam se apegando muito a suas esposas. Inclusive acreditam que elas continuarão esperando por eles, assim como acontecia quando eles sustentavam a casa.
"Esse foi o meu problema. Meu marido se aposentou e não sabia o que fazer, então ficava sempre em casa", disse Sayoko Nishida, autora do livro popular "Por quê os maridos aposentados chateiam tanto?".
"Uma das piores coisas era ter que sempre fazer seu almoço", disse. Muitos homens próximos da aposentadoria viveram muito tempo longe da família, dando preferência ao emprego.
"Passei praticamente toda a minha vida no trabalho", disse um diretor de escola de 54 anos de idade. Sua mulher pediu o divórcio e há cinco anos começou uma nova carreira, depois que os filhos cresceram. "Tudo o que eu fazia em casa era dormir. Eu entendo como minha mulher se sentia."
Na novela, o caso termina bem. O casal continua amigo e a mulher decide começar uma nova carreira em uma loja.
Mas especialistas dizem que casos similares na vida real podem terminar em desastre. As mulheres podem enfrentar a pobreza, já que o mercado está menos receptivo a quem passou a vida devotada à família e porque metade de uma aposentadoria não é suficiente para se viver. Os homens, em geral, terminam sozinhos e doentes.
Fonte: Nikkey Brasil04/01/2006 - Carreira – A hora da escolha: O que você vai ser quando crescer, se já cresceu?
Em plena Era da Informação, novas profissões e áreas de atuação surgem a cada dia. Quando chega o momento de decidir qual a melhor carreira a seguir, surge, então, o velho dilema da insegurança que atinge boa parte dos jovens.
Porém, esta insegurança nem sempre é negativa e é necessário ter a consciência de que não há tanta gravidade no fato de não acertar logo na primeira escolha, caso isso aconteça. Hoje, existe uma gama enorme de cursos de graduação e é bastante normal surgirem dúvidas quanto ao futuro, já que, obviamente, todos desejam atuar naquilo que mais gostam, ganhando bem, de preferência. Outro problema é a escolha da faculdade.
Cabe dizer que, segundos especialistas vocacionais é preferível ter dúvidas e procurar conhecer melhor as atividades e instituições de ensino almejadas do que construir um “castelo profissional” na imaginação, erguido sobre bases não tão sólidas. Além do fato que, nem sempre se exerce a profissão da área de graduação cursada.
O importante é escolher com critério e terminar o curso. Quanto à universidade vale informar: especialistas em recursos humanos constataram que o sucesso profissional depende 70% de atitude e 30% do conhecimento.
Outro aspecto importante a analisar é que carreiras mais tradicionais como medicina, direito, administração e engenharia, continuam entre as mais procuradas nos vestibulares, entretanto, algumas áreas que antigamente não contavam com um bom campo de trabalho, hoje, despontam como prioritárias para um país em desenvolvimento como Brasil. Caso das relações internacionais, turismo e hotelaria, entre muitos outras.
Fonte: 40graus03/01/2006 - Orçamento familiar: Promoções de início de ano aliviam um pouco os gastos de dekasseguis
O orçamento familiar do dekassegui já é cotidianamente apertado, entretanto, os gastos com o Natal e o reveillon, somados à ausência do 13º salário e à redução da semana de feriado no holerite seguinte, fazem com que no início do ano o dinheiro fique ainda mais justo.
Uma das saídas para colocar as contas em ordem no mês de janeiro é aproveitar algumas promoções oferecidas por comerciantes brasileiros estabelecidos no arquipélago. Como as vendas caem vertiginosamente nesse período, além de panetones, champanhes, vinhos e carnes, estocados e não comercializados em dezembro, os estabelecimentos atraem seus clientes dekasseguis baixando também o preço de outros produtos, tudo para não perderem o movimento e o faturamento.
Fonte: 40graus01/01/2006 - Dekassegui empreendedor: As boas chances de se obter sucesso no retorno ao Brasil
O mercado de trabalho no Brasil, como em outros lugares do mundo, anda bastante concorrido. Porém, da mesma forma que a qualificação e especialização facilitam na hora de buscar um bom emprego, o “jogo de cintura” adquirido com a permanência em um país culturalmente antagônico, no caso o Japão, também conta como relevante diferencial.
Profissionais de Recursos Humanos vêm ressaltando que, hoje em dia, ter curso superior, falar outro idioma, em si só, não é o suficiente, não basta, os empregadores querem ainda mais.
O aumento das exportações brasileiras também abre espaço para os dekasseguis, pois estes mantêm conhecimentos bastante relevantes a respeito de uma nação que está entre as que mais importam.
Portanto, para quem anda preocupado em conseguir trabalho quando do retorno ao Brasil, vale a pena pensar positivo e, quem sabe, traçar metas mais ousadas.
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