Brasilidade fora do país no ano da Copa

Stephanie Eilert

Jornalista e Apresentadora do Quadro: + CASA, + VIVER da TV Diario no Ceará.

E os sinos trazem a nova...Mas será que boa?

Stephanie Eilert

E novamente o fim do ano está chegando...
É tempo para gastar comprando presentinhos, sem esquecer de todos os parentes e ainda de alguns colegas de trabalho, aquele vizinho sempre solícito ou um amigo de infância que não se vê há tempos não podem ser esquecidos. É tempo de distribuir presentes para crianças em orfanatos, ou até mesmo nos sinais de trânsito. É tempo de partilhar, reunir, trocar...
Mas tudo isso acontece dentro das nossas casas, das nossas realidades, em uma época em que combatentes morrem diariamente nas guerras da vida, Iraque, Líbano... Civis são atacados, o sossego nos lares é uma utopia para muitas sociedades que convivem com o medo, a insegurança, e a única certeza que têm é que hoje haverá uma bomba explodindo aqui ou mais a frente, perto deste ou daquele meu vizinho.
Em tempos de fraternidade, como podem pessoas achar que o medo é o comum? Mas não é só com bombas que civis sentem-se amedrontados, o simples fato de voltar do trabalho, numa rua moviemntada no Brasil, leva-nos a temer que o inimigo pode nos abordar a qualquer momento, o fato de se dobrar uma esquina pode ser fatal, não importa se é cedinho na hora de ir à escola ou à noite,, ou no auge do caos do trânsito, o fato é: vivemos em uma guerra.
Para quem mora em país de primeiro mundo, onde a taxa de criminalidade é relativamente baixa, a situaçãoo ainda é, digamos, confortável, salvo sob as ameaças de ataques repentinos em estações de trens ou até mesmo nas isoladas comunidades Amish, quando, recentemente, um atirador matou cinco alunas na Pensilvânia (EUA).
As pessoas sempre tiveram que guerrear para sobreviver, desde os primórdios, a evolução natural fez com que os fortes sobrevivessem e perpetuassem as espécies, mas a situação parece que não evoluiu de igual maneira, mas ao mesmo tempo, contraditoriamente, o progresso nos ronda, nos conecta ao mundo, nos faz compartilhar realidades diversas de pessoas no mundo inteiro em frações de segundo.
Como entender essa avassaladora rapidez na transmissão de fatos, notícias, diálogos e acontecimentos? O natal está chegando...E será que o Papai Noel estará trazendo também os ensinamentos do grande Mestre na sua sacola tão recheada de presentinhos?

Um coração verde e amarelo

Stephanie Eilert

Ano de copa do mundo é especial para os brasileiros. Começa-se a ver um Brasil mais verde e amarelo, bandeiras estampadas no peito, “Eu amo o Brasil!”, parece que a gente se sente mais motivado a acreditar no quão bons nós somos. A primeira bandeirinha desponta imponente e colorida na casa da vizinha e, em pouco tempo, o bairro amarelou, a cidade toda ficou colorida, como numa primavera verde e amarela em massa, o país é tomado pelo sorriso patriótico de uma nação.
Marcar onde se vai assistir ao jogo de amanhã é uma delícia, uma verdadeira festa de confraternização dos amigos e até ocasião para fazer as pazes com aquele tio com quem se estava meio chateado, bebidas, tira-gostos, bandeirinhas fazem parte do cenário.
Mas quando se está em um outro país e os poucos amigos que se tem não podem vir até a sua casa, porque é pequena demais, ou mesmo o esforço de ter que gritar em silêncio para não incomodar o vizinho, que nem sabe que a seleção brasileira está marcando aquele gol! Uh! A saudade de casa, da bagunça dos amigos, da alegria da família quando se reúne para vibrar e torcer pelo Brasil.
Ah, saudade! Até o sobrinho que nem mesmo aprendeu a falar está pronto para entrar no campo, vestido com meias brancas, a bandeira bordada no boné, tudo combinando com o azul e amarelo do uniforme, sem falar que mesmo sem ter noção do que seja um gol, ele abre um sorrisão banguelo quando a bola adentra a rede e o pai orgulhoso vibra: “Isso, garoto!Esse é o meu filho!”
É, esse é o Brasil, nossa terra de 180 milhões, que mesmo que morando numa cidadezinha sem energia elétrica, no interior do Nordeste, ou em uma grande fazenda paulista, não importa, porque até mesmo aqueles que moram a 180 graus de casa tem a certeza de que ser brasileiro é sentir aquele frio na barriga quando a bola passa pelo goleiro adversário e você explode num grito de alegria, uma catarse que o mantém vivo e orgulhoso de pertencer a uma das nações mais lindas do planeta!
Viva a saudade, sofra a ausência daquele grupo que sempre foi com você a churrascaria da esquina assistir aos jogos, mas nunca se esqueça, sempre existe um brasileiro longe de casa, que não pisa na sua terra já faz um tempo, mas que nele ainda corre o sangue verde e amarelo, que dribla os percalços do dia-a-dia e que sempre acha um jeitinho de fazer um gol daqueles na própria vida, um gol daqueles que merece replay!O hexa é agora!

 

Stephanie Eilert

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